quinta-feira, 19 de abril de 2018

Crónica de uma Morte anunciada

O mais intrigante nesta história das fugas de informação de processos mediáticos, deliberadamente provocadas por agentes da Justiça, é perceber quais são os intuitos de quem passou a informação  e a quem efectivamente interessa  a divulgação, porque pretende com isso tirar benefícios.
O mais preocupante é que estes casos desacreditam  a Justiça porque- particularmente no caso de Sócrates-  demonstram a fragilidade da acusação.
Também a tentativa de arquivar à pressa o processo IURD levanta muitas dúvidas, particularmente depois de ser conhecido este episódio que, iniludivelmente, demonstra que alguém anda a manipular e boicotar o processo.
A justiça é um dos mais sólidos pilares da Democracia, mas uma justiça   que  se expõe na praça pública  e viola constantemente a Lei, é uma justiça desacreditada e fragilizada.  Quem fica em perigo, nestas circunstâncias, é a própria Democracia. 

Diz o roto ao nu

Os subsídios pagos aos deputados da Madeira e dos Açores podem ser contestados e considerados obscenos, mas não são ilegais.
O mesmo se diga dos subsídios pagos aos deputados europeus, substancialmente mais elevados do que os dos nossos deputados e que muitas vezes são utilizados para virem a Portugal participar em programas de televisão.
A obscenidade é inequívoca,mas sobejamente conhecida. Miguel Portas, quando era deputado europeu, criticou essas mordomias e foi então muito atacado pelos mesmos qu hoje se indignam com os subsídios pagos aos deputados dos Açores e Madeira que, muito provavelmente, farão mais para os justificar, do que muitos deputados europeus.