sexta-feira, 13 de abril de 2018

A Mafia do Pinhal



Uma investigação da  jornalista Ana Leal, que será exibida hoje no jornal da noite da TVI, confirma aquilo de que há muito se suspeitava: o incêndio de 15 de Outubro, no Pinhal de Leiria, teve mão criminosa.
Ana Leal descobriu a cave do restaurante   onde um conjunto  de empresários combinou os incêndios e estabeleceu o preço a pagar pela madeira ardida, bem como o boicote à compra de madeira do Estado, para obrigar a redução do preço.
O comportamento mafioso dos madeireiros é conhecido há muito, mas não é único. As empresas de combate aos incêndios também estão a actuar em cartel inflacionando os preços.
É altura de todos tirarmos conclusões:
- O jornalismo de investigação, quando é sério, consegue obter melhores resultados  do que a justiça, apesar de ter muitos menos meios
-  O  MP , que investiga todas as denúncias anónimas, por mais estapafúrdias que sejam,  devia  dedicar-se mais activamente  à investigação de crimes contra o Estado praticados por empresários sem escrúpulos, particularmente,  no âmbito de crimes ambientais e florestais.
- Os juízes que mandam os incendiários em paz, com prescrições de tratamento para se curarem, não podem continuar a ser brandos na aplicação das penas. De uma vez por todas devem perceber que os incendiários são criminosos bem pagos e não os maluquinhos que fingem ser.
-  O Estado deve  tomar as rédeas do combate aos incêndios , não deixando essa tarefa a empresas privadas.
-  Os madeireiros denunciados devem ser severamente punidos  e o património das empresas deve passar para a posse do Estado
- As pessoas que acusaram o governo de ser responsável pelos incêndios e exigiram a demissão da ministra, devem fazer um mea culpa e admitir que a iniciativa privada não é a solução para determinados ramos de actividade, porque tem uma face perversa sempre que está em jogo o património público.
Finalmente,  não se deve esquecer que outras áreas como o tratamento dos lixos, ou a protecção do ambiente, por exemplo, são um alvo apetecível de outras máfias que há décadas actuam impunemente com a complacência de diversos governos. Compete por isso ao Estado,  tratar estes empresários como terroristas e apropriar-se dos bens das empresas e seus titulares, que actuem contra os interesses do País, de forma reiterada e criminosa.
E deveria competir à Justiça investigar a razão de sentenças como a que reduz a repreensão,a multa aplicada a uma empresa que provocou graves danos ambientais no rio Tejo.
Dos incêndios de 15 de Outubro resultaram 49 mortos. O Estado está a pagar as indemnizações, mas os filhos da puta  responsáveis por essas mortes continuam a enriquecer à custa dos crimes que praticaram, porque a Justiça não cumpre o seu papel.

Quem meteu o puto na ordem?

Aparentemente, alguém na Casa Branca  terá conseguido explicar a Trump  que era tempo de acabar com as brincadeiras no Tweet , porque os mísseis não são um jogo da Nintendo, são bem reais e alguém se podia magoar.
O puto Trump deve ter esperneado feito uma grande birra, mas alguém lhe deu os comprimidos  e o puto acalmou.
Contratem uma baby sitter nova para entreter a criança e o mundo ficar em paz.