sexta-feira, 2 de março de 2018

Memórias em vinil (CCCXLVIII)



Só eu sei porque hoje me veio à memória esta canção.
Mas como tristezas não pagam dívidas e apesar da chuva o céu azul existe,  desejo-vos uma boa noite!
A Felicidade um dia vem...

Contra corrente

Ao contrário do que tenho ouvido e lido por aí, em função  dos últimos resultados de Porto e Sporting, dou algum favoritismo ao Sporting que tem ganho os últimos jogos nos últimos minutos. Se para ser campeão é preciso ter "estrelinha", não tenho dúvidas que o Sporting esta época tem sido sobejas vezes iluminado por ela. 
Entretanto,  hoje, por duas horas, os benfiquistas vão ser fervorosos sportinguistas.
Registe-se também que, numa decisão que me parece ser inédita nos últimos anos, o CD despenalizou um jogador do Sporting que tinha sido injustamente expulso na última jornada.
Registo esta decisão com agrado, mas espero que não tenha sido pontual.

Ainda não parei de rir

Há meses, o jornal A Bola  dizia que Svilar era o futuro guarda redes do SLB e da selecção da Sérvia. Dava-lhe notas altíssimas na apreciação dos jogos e fazia eco de que já teriam chegado ao SLB propostas milionárias para a compra de Svilar, mas os encarnados não abriam mão dessa pérola. Mourinho - que só faltou pedir desculpa ao Benfica por ter  vencido os dois jogos da Liga dos Campeões-  cobria de rasgados encómios o guardião sérvio  e avisava LFV para puxar pelos cordões à bolsa, porque Svilar iria ser cobiçado por todo o mundo e o SLB não teria dinheiro para o manter.
No entanto, devia era chorar pela morte de um jornal sério como já foi "A Bola", mas que nos últimos anos se assumiu, definitivamente, como parceiro e porta-voz do SLB.
Sei muito bem que Vítor Serpa é pessoa séria e respeito-o como jornalista, mas o argumento que invoca para ter publicado uma notícia "que lhe levanta fortes suspeitas de se basear numa vendetta" ( a compra do resultado do jogo Estoril/Porto) não se enquadra no jornalismo de rigor.
Jornalistas como José Manuel Delgado, ou comentadores cuja sanidade mental me deixa sérias dúvidas, como é o caso de Fernando Seara, não cabem num órgão de informação que pretende ser respeitado.

As laranjas de Lisboa





A CM de Lisboa aprovou uma proposta do BE para a atribuição gratuita de livros escolares nos 2º e 3º ciclo do ensino público. O PSD, sempre ao lado dos mais desfavorecidos, votou contra.
Poucos dias depois, alguma imprensa  noticiou que os livreiros estavam muito preocupados, porque a distribuição gratuita dos livros escolares iria obrigar ao encerramento de muitas pequenas livrarias e consequente desemprego de milhares de pessoas.
Inicialmente pensei pois, é chato, mas quantos empregos é que já foram destruídos pela IA, que um dia nos via destruir a nós?   Depois percebi a razão das notícias e a sua origem, mas  reagi com a indiferença de quem não lamenta aqueles que, sempre afoitos a dizer mal do Estado,  sustentam os seus negócios privados à custa desse mesmo Estado.
Há dias leio que os vereadores do PSD querem que a gratuitidade dos livros se estenda ao ensino privado. 
Tive de ler duas vezes para me certificar que não havia lapso, antes de entrar em fúria com a hipocrisia e incoerência da  turba laranja. 
Não vale a pena tentar explicar a essa gente que quem anda no ensino privado não precisa desse benefício e a exigência do PSD é imoral. Até porque, pior do que esta exigência em flic flac, é o facto de o PSD ter anunciado que vai apresentar queixa ao Provedor de Justiça, por considerar haver diferença de tratamento entre os estudantes do ensino público e os do privado.
Definitivamente, esta malta laranja não tem um pingo de vergonha na cara