sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXIX)




Antes de entrar em ritmo carnavalesco, deixo-vos esta pérola de Donny Hathaway
Boa noite e bom Carnaval ( especialmente para os apreciadores)

A interpretação ( possível) das palavras de D. Clemente



Não tencionava perder um minuto a escrever sobre a castração do patriarca de Lisboa, pois já nada me surpreende nessa categoria de primatas. 
Lembro-me muito bem de D. Manuel Clemente ter dito que os direitos das minorias deveriam ser referendados e o seu antecessor, um Policarpo que também era D. ter ido a Fátima para dizer que os direitos das pessoas não se  resolvem com protestos de rua, porque isso é inconstitucional. Em 2012 eu ainda me indignava e até perdi tempo a escrever-lhe esta carta que, obviamente,  ficou sem resposta.
Acontece, porém, que ao aperceber-me que a tese de D. Manuel Clemente se aproxima da do pastor Edir Macedo, da IURD, fiquei com a pulga atrás da orelha e decidi levantar algumas questões que me parecem bastante pertinentes.
Quando andava na catequese, aprendi que Cristo  nos terá deixado como desígnio a função reprodutora, expressa na frase "Crescei e  multiplicai-vos". 
Até ao aparecimento dos bebés proveta sempre pensei, também, que a única forma de reprodução possível  seria através das relações sexuais. E sempre acreditei que essa era a forma patrocinada pela Igreja. Até que apareceu D. Clemente a esclarecer-me que relações sexuais, mesmo para procriar, pode ser pecado!
No início pensei que D. Clemente sofresse de alguma forma precoce de Alzheimer. Se até a Marilú, que andou a f..... milhares de portugueses  disse aos jovens laranja  "Ide e Multiplicai-vos", como é que o patriarca Clemente pode contrariar a sua ministra das finanças?
Depois, pensei melhor e cheguei à conclusão que, estando  D. Clemente em sintonia com Edir Macedo, talvez esteja a defender  a IURD e as adopções ilegais. Se assim for, a PGR, que consta ter responsabilidades nessas adopções e na legalização do lar daquela seita, estará perdoada. Pelo menos aos olhos de Deus, porque aos olhos das mães a quem as crianças foram roubadas, nunca terá perdão. 

A cassette do CDS



Nos últimos dias Assunção Cristas não se tem cansado de repetir, em tudo quanto é sítio, que não é preciso ganhar eleições. O importante, segundo a líder centrista, é  conseguir que o bloco de centro direita eleja pelo menos 116 deputados.
Espanta-me que Assunção Cristas só agora tenha percebido que essa é uma regra elementar da democracia. O partido (ou partidos)  que consegue eleger metade mais um dos deputados tem toda a legitimidade para formar governo. 
Fica-me também uma dúvida: porque razão Cristas insiste tanto na mesma tecla? Será que  decidiu adoptar a cassette que tanto criticou ao PCP?