terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Fundamentalismos no feminino



As neo feministas  colocaram Hilas e as Ninfas no Index


Parece não terem fim as acusações de vítimas de assédio sexual. Algumas que devem ser levadas a sério, mas outras de um ridículo atroz. O caso da mulher que admitiu ter concordado em manter relações sexuais com um fulano, mas apresentou queixa porque ele lhe apalpou as mamas enquanto faziam sexo e ela não queria, é um exemplo paradigmático do exagero a que se chegou.
Por vezes penso que regressámos ao Mccarthysmo, tal é a fúria persecutória dos movimentos que se formaram nos EUA e já  atravessaram o Atlântico.
O "Me Too" e o "Time's Up" ultrapassaram a fase da acusação e denúncia de predadores sexuais e entraram numa espiral fundamentalista abjecta.
Pretender que sejam colocadas no Index obras de realizadores de cinema, escritores, pintores, escultores;
Exigir que sejam retiradas obras de arte de exposições ( o caso mais recente foi a exigência da retirada de um quadro de Balthus do MET) porque alegadamente menorizam a mulher;
Querer impedir uma retrospectiva de filmes de Roman Polanski ou censurar quem trabalha com realizadores como Woody Allen, tratando-os como inimigos da sua causa...entra no mundo da loucura paranormal e começa a ter conotações perigosas com o fundamentalismo islâmico.
Eu não quero viver num mundo de talibãs invertido, governado por um grupo de loucas varridas e frustradas. Quero olhar para uma mulher como minha igual, com os mesmos direitos ou deveres e não como objecto. Quero conviver civilizadamente com mulheres  mas recuso dialogar com mulherio que promove campanhas de castração cultural, com o argumento de que a arte  menoriza a mulher.
No entanto, o que mais me espanta, é  não ver/ler/ouvir  no meio de tanto alarido e histeria, acusações a Trump, nem exigências para que se acabe com espectáculos degradantes como as Miss Universo, Bumbum, Tshirt  molhada e toda a parafernália de passatempos estivais, que  ocorrem todos os anos em estâncias balneares ( e não só...) sempre muito concorridas por gente de ambos os sexos.
As fundamentalistas contentam-se com estas acções ridículas e incoerentes?

3 comentários:

  1. Só faltam os tribunais de inquisição e as fogueiras onde se queimam obras literárias menos convenientes.

    O problema deste tipo de movimentos é que junta tudo no mesmo saco,e provavelmente muitas destas mulheres nem sabem o que é assédio sexual.
    É muito mais grave a situação das mulheres violadas, são muitas, imensas, humilhadas e recolhidas no silêncio da vergonha, vergadas ao peso do julgamento alheio.

    O assédio é um acto abjecto, mas acredito que as armas que actualmente as mulheres detêm as tornam menos vulneráveis.

    AS mulheres infelizmente foram vitimas no passado de uma sociedade dominada pelos homens, onde a igualdade era uma palavra vã, uma mera ilusão, e a luta das mulheres pela igualdade de direitos e pelo reconhecimento do seu papel único na sociedade é uma batalha ainda sem fim, mas este aproveitamento da polémica não contribui em nada para essa luta.

    Confundem-se princípios do humanismo com actos criminosos, e este movimento acaba por ter efeitos perversos pois que já não se discute o problema mas casos mediáticos, tornando-o apenas mais um assunto sensacionalista.

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  2. Há exageros que penso serem prejudiciais futuramente, espero não estar enganada, porque por vezes certos exageros podem ser fatais.

    Beijinho Carlos

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  3. Chegou-se a uma fase de aproveitamento pessoal de situações asquerosas por parte de gente sem o mínimo de escrúpulos.
    Uma pena que assim seja...

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