terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A Epifania





"Não foi plágio, é igual"- diz António Vitorino de Almeida sobre a canção de Diogo Piçarra que venceu a segunda meia final do Festival da Canção.
Na verdade, até uns ouvidos duros como os meus percebem logo que a canção de Diogo Piçarra é decalcada de um hino da IURD.
O jovem músico diz que foi coincidência mas, diz-me a experiência, coincidências como esta não existem. 
A minha teoria é que  alguém levou Diogo Piçarra, em criança, a umas cerimónias da IURD. O puto assimilou os acordes e, um dia mais tarde, sem saber como, aquilo veio-lhe à cabeça.
Não estou a ser irónico. Isso pode perfeitamente acontecer. No entanto, se a minha teoria estiver errada, só encontro uma explicação: Diogo Piçarra teve uma Epifania e os acordes da sua canção festivaleira foram-lhe revelados por Edir Macedo.
E fico-me por aqui, pois a terceira hipótese ( Diogo Piçarra pertencer à IURD e estar a tentar um golpe publicitário) é demasiado perversa.
Uma coisa é certa: por uma questão de honra, Diogo Piçarra já devia ter retirado a canção. Como não o fez, deve ser a RTP a tomar essa decisão. Para preservar a credibilidade de um Festival que estava de rastos e ano passado conseguiu reabilitar. 
Se a canção de Diogo Piçarra fosse à final e, na pior das hipóteses, a nova versão do hino da IURD fosse escolhido para representar Portugal, seria um descrédito para  RTP e para o país.
Por tudo isto, Diogo Piçarra, seja homenzinho e faça o que qualquer Homem no seu lugar faria.

14 comentários:

  1. Respostas
    1. A Célia já sabe que pode assinar onde quiser :-)
      Beijinho

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  2. Um homenzinho nunca poderá fazer o que faria um Homem!

    Just kidding :-)

    Confesso que desde os tempos do Paulo de Carvalho (e dos Abba ) que não vejo a Eurovisão, tendo tido contacto com esse acontecimento o ano passado, no Marquês de Pombal, quando festejava o titulo do Benfica e passou no ecrã gigante a vitória do Salvador - aliás, foi um momento de arrepio, num ambiente como aquele a musica estar a passar num silêncio respeitador e emocionado.

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    1. Então, deixámos de ver Festivais na mesma altura, Chakra. Ano passado, porém, algo me dizia que as coisas iam ser diferentes e vi o nosso Festival. Já o da Eurovisão não tive pachorra. E este ano, também não vou ter, mas gostei da canção do Salvador Sobral.

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  3. Já desistiu.
    Mas vale a pena ler um texto que publico no meu blogue a propósito do tema.
    Não é meu, o autor está identificado.

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    1. Fui ler Pedro. Gostei do texto mas, no fundo, não me parece que difira muito do que aqui escrevo.

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  4. O Diogo Piçarra seguiu o conselho do Carlos e anunciou a sua desistência nas redes sociais.

    Plágio ou não?
    Quem votou numa canção tão doce que enjoa o mais desprevenido?

    Até 12 de Maio em Lisboa.

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    1. "Quem votou numa canção tão doce que enjoa o mais desprevenido?"
      Adorei essa expressão Teresa. Na verdade, reflecte bem o que eu senti quando ouvi a canção ( não vi a segunda semi final, porque estava a ver o nosso Porto...)
      Até 12 de Maio. Onde? Na Versailles?
      Beijinho do amigo tuga

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  5. é pá, eu desconhecia estas festivalices. Mas é engraçado, pronto. Como é que um rapazinho daqueles, quase um Cristo das baladas, inventa uma música que afinal já existe e é hino da IURD?! Não digam que não tem graça. E recolheu uma unânime votação máxima nas duas frentes.
    Não sou de tricas, mas é chamar já o(s) fazedor(es) dos hinos da IURD. Eles que venham e o festival está no papo.
    Novidade mais inesperada e estrambólica.

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    1. Graça tem, Bea. E muita. O que não teve graça, foi a insistência dele em continuar no Festival.

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  6. O curioso é que me lembro, posteriormente, de ter acompanhado o eurofestival o ano passado e para meu espanto parece ser "natural" os países levarem ao festival músicas já conhecidas e de sucesso. Foi o caso da Alemanha. O chipre e a Bélgica também foram países acusados de se inspirarem em melodias de outras pessoas.

    Isto de ser original é muito complicado.
    E para ser honesta, uma vez pus-me a trotear uma melodia que me surgiu à cabeça do nada. Achei-a gira, gravei-a. Muito tempo depois surgiu uma melodia com acordes parecidos, que fez sucesso.

    É bem mais comum do que se possa imaginar.

    Leia aqui se tiver interesse:

    http://www.sabado.pt/vida/detalhe/estas-cancoes-da-eurovisao-sao-plagios

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  7. Felizmente fez Carlos, felizmente fez.

    Ainda decerto muito se vai escrever sobre o que aconteceu e só hoje tive oportunidade de vir ler a tua opinião sobre este assunto (por sinal em muitos aspectos parecida com a minha) mas percebo agora que afinal a opinião que escrevi ontem, no blogue Reflexos do nosso amigo António, não é assim tão descabida. Foi lá que li que também tinhas escrito um artigo sobre o alegado plágio.
    Tenho pena que não se possa já ler o que eu escrevi porque ele apagou-me o comentário! :/

    Sou fã desde sempre deste certame e domingo conto estar em frente ao televisor, como todos os anos, a assistir à escolha da nossa representante à edição deste ano da ESC.

    Beijinhos festivaleiros
    (^^)

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    1. Beijinhos, Afrodite. Desculpa o atraso na resposta, mas ainda não o tinha visto. Sorry...

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    2. Não tem importância.
      O que importa é que viste :))

      Beijinhos e bom fim de semana
      (^^)

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