segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Preparando Pedrógão 2




Entra em vigor, no dia 1 de Fevereiro, a legislação aprovada pelo governo que proíbe novas plantações de eucaliptos em áreas anteriormente ocupadas por outras espécies.
Entretanto, como os tugas não dormem, aproveitaram este período de "vacatio legis" e correram a comprar sementes de eucalipto, antes de a Lei entrar em vigor. A febre foi tal, que esgotaram as sementes do mercado e a lista de espera atinge um milhão de árvores.
Comprova-se assim que os ditados populares "Gato escaldado de água fria tem medo" e "Depois de casa roubada trancas à porta" caíram em desuso.
Por culpa da indústria da celulose que continua a recomendar a plantação de eucaliptos, num apelo claro à ganância dos tugas.  


5 comentários:

  1. Pois é Carlos, mas nem só de eucaliptos vive o homem. Copiei esta publicação para saber do que se faz de bem neste país. não há como dar-lhe a volta. Há sempre alguém a furar o sistema para esvaziar um stock.












    António Galopim de Carvalho (Facebook)

    24/1 às 9:22 ·

    ..

    “TERÁ SIDO SENSATO ESTE COMEÇO DE REFLORESTAÇÃO COM UMA PLANTAÇÃO DE MAIS RESINOSAS ?

    Face à notícia da reflorestação com 2500 resinosas da espécie “Chamaecyparis lawsoniana”, na localidade de Sardal, freguesia de Benfeita, levada a cabo numa parceria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a empresa GLSA, e a “Abramud e Sentido Verde, Lda”, doadora das citadas plantas, que aqui editei ontem, dirigi esta mesma pergunta ao Prof. Doutor Jorge Paiva, catedrático jubilado da Universidade de Coimbra.

    Eis, pois, a resposta deste ilustre botânico, considerado um dos nossos maiores peritos no estudo científico das florestas:

    “INSENSATO, para não lhe chamar outra coisa. “Chamaecyparis lawsoniana” é uma resinosa que, além disso, nem sequer é NATIVA do nosso país (nem da Europa). Devem-na ter "escolhido" por ser uma espécie que existe nos viveiros desta sociedade de mercado, que não olha a meios para vender e ganhar dinheiro à custa de gente que não sabe o que faz”.

    Estas palavras do Prof. Jorge Paiva, confirmaram as minhas suspeitas, levam-me a questionar os reais interesses da empresa vendedora de plantas florestais, “Abramud e Sentido Verde, Lda”, que as terá doado para o efeito, e a perguntar se o ou os responsáveis do ICNF que participaram neste trabalho de reflorestação estavam distraídos ou não tiveram consciência da insensatez desta acção. Ao que parece, como escreve aqui o Prof. Paiva, trata-se de “gente que não sabe o que faz”.

    Recordando os dramáticos incêndios do Verão e do Outono passados podemos sempre perguntar se as Florestas fazem, de facto, parte das preocupações de “Conservação” deste organismo do Estado.

    A propósito deste lamentável acontecimento, ocorre-me recordar uma reflexão que, oportunamente, tornei pública, face à designação oficial do (ICNF).
    Em 2012 (pelo Decreto-Lei n.º 135/2012, de 29 de Junho), o governo de então resolveu acrescentar a designação de Florestas ao prestigiado Instituto da Conservação da Natureza ao rebaptizando-o de “Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas”, numa aceitação implícita e impensada de que as florestas não fazem parte da mãe natureza.
    Falar de “conservação da natureza e das florestas” é tão ilógico, para não dizer pateta, como, por exemplo, falar de:
    “Governantes e ministros em férias no Algarve”
    “Sindicato dos médicos e dos cardiologistas”
    “Confraternização de militares e sargentos”
    “Direcção-Geral do desporto e do futebol”
    “Acção metropolitana de apoio à família e aos filhos”
    “Observatório para o estudo dos pequenos mamíferos e dos morcegos”
    “Liga de defesa e valorização das árvores e dos sobreiros”
    “Comissão reguladora da venda do peixe e do bacalhau”
    “Sociedade exportadora de frutas e de laranjas”
    “Profissionais da comunicação social e aos jornais”
    etc., etc., num nunca mais acabar de disparates alheios ao pensamento filosófico do imortal Aristóteles.
    São dez violentos pontapés na lógica. Afirmá-las seria subentender que os filhos não pertencem à família, que os morcegos não são mamíferos, que os sobreiros podem ser tudo menos árvores e que o bacalhau não é peixe, nem as laranjas, frutos. Seria afirmar que os jornais estão fora da comunicação social e que os senhores ministros não são governantes, o que, nalguns casos, até faz algum sentido.

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    1. Também escrevi em tempos no mesmo sentido, em publicações especializadas. E fiz entrevistas a pessoas responsáveis que alertavam para os riscos da eucaliptização.

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  2. Tinha lido as notícias.
    E fiquei capaz de apertar o pescoço a uma cambada de irresponsáveis loucos!! :(

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    1. Este povo não tem emenda e neste país não há gente com eles no sítio para por esta gente na ordem.

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