quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Bola de Neve




Sucedem-se os casos de irregularidades financeiras nas IPSS. Depois da Raríssimas e da Fundação "O Século", ontem a SIC revelou a existência de possíveis irregularidades que estão a ser investigadas numa IPSS do Seixal.
Volto a este tema, porque me é muito caro, pois há mais de uma década que luto pela transparência no sector da Economia Social.
Não ignoro a importância destas instituições no tecido social  português, mas reitero a necessidade de uma rigorosa fiscalização da sua actividade, que garanta transparência nas contas.
Não podemos continuar a assobiar para o lado e fingir que são coisas de somenos importância. A revista VISAO  da semana passada trazia uma reportagem sobre a acção da Maçonaria na Fundação Século, que nos devia deixar a todos preocupados.
A solidariedade e credulidade dos portugueses não pode ser aproveitada por famílias e grupos de interesses para enriquecer ou criar sistemas entretecidos de troca de influências.
Por exigência do CDS, foi dada roda livre às IPSS, durante o governo dos Pafiosos, mas é altura de colocar um travão aos desmandos que alimentam muitas delas.
As denúncias que têm sido feitas nas últimas semanas abriram os olhos à Segurança Social que parece estar agora mais atenta às irregularidades. Se assim for, estou certo que muitos outros casos virão a público, colocando em causa a credibilidade de toda a rede de IPSS.
Será injusto pensar que todas vivem na ilegalidade, mas também não podemos continuar a fechar os olhos a estas situações, com o pretexto de que as IPSS desenvolvem um trabalho meritório, essencial na sociedade portuguesa.
Isso seria aceitar as irregularidades ( para não dizer fraudes e desfalques) praticadas por gente sem escrúpulos que se aproveita da inoperância do Estado e da boa fé de milhares de portugueses.

1 comentário:

  1. As IPSS são necessárias, Carlos.
    E as instituições não podem ser eliminadas porque há escroques que se servem delas em vez de as servirem.

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