segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A surpresa veio de onde menos se esperava




Se bem se lembram, um dos prémios Escorpião de Ouro/2017 foi atribuído aos candidatos à liderança do PSD.
Sendo tão baixas as minhas expectativas,obviamente, não perdi um minuto sequer a ver o debate Santana Lopes/ Rui Rio. Não me esquivei, porém, a uma rápida leitura sobre o que a imprensa escreveu sobre o debate. As minhas suspeitas confirmaram-se: um debate sensaborão, onde predominou a troca de acusações e nada se falou de política. 
Creio mesmo que o melhor do debate foi proporcionado por Pedro Passos Coelho ao pedir "humildade e capacidade para aprender" aos dos candidatos à liderança da agremiação da Santana à Lapa.
Só parei de rir quando me lembrei dos tempos em que o PSD tinha gente de grande valor para discutir a liderança. Quando PPC assumiu a liderança, já não havia muitos rostos que dignificassem o partido, mas o dandy da Porcalhota encarregou-se de afugentar os militantes que ainda conferiam alguma credibilidade ao partido.
É-me indiferente quem venha a ser o presidente do PSD. Seja qual for o vencedor, não vejo em nenhum deles capacidade para empolgar os eleitores. No entanto, para para que o partido não se transforme numa mera agência de emprego para militantes, há nitidamente um candidato melhor do que outro.

2 comentários:

  1. O PSD (é a segunda vez que o escrevo hoje) vai conhecer uma longa travessia do deserto em termos de acesso ao poder.
    Uma pobreza franciscana.

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