sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Estado de negação




Mariano Rajoy já respondeu à questão que lhe coloquei esta manhã.
Finge desconhecer o resultado das eleições na Catalunha e a impossibilidade de o Ciudadanos formar governo, não faz qualquer referência à vitória dos independentistas,  recusa um encontro com Puigdemont e garante que o independentismo está a perder terreno.
Rajoy pode ler os resultados eleitorais ignorando a realidade - sinal de agravamento da sua paranóia- mas não pode deixar de tirar ilações do resultado obtidopelo PP na Catalunha: elegeu 3 deputados ( tinha 11), menos um que os radicais da CUP. 
A sorte de Rajoy é o PSOE continuar à deriva, caso contrário o seu governo não chegaria ao final do ano. De qualquer modo, a actuação desastrada de Rajoy durante a crise catalã ( está para durar) demonstrou aos espanhóis e a todos os europeus com mais de um neurónio, que o PP continua fiel ao franquismo e a toda a traquitana que lhe está associada. E, como alguém escreve no "El Pais", a Cataluña foi palco da maior tragédia do PP , cujos efeitos devastadores não tardarão a sentir-se.
Igualmente em estado de negação está a UE. Face aos resultados das eleições catalãs, a Comissão garantiu que não irá alterar a sua posição. Não sei se o próprio  Juncker acredita nisso, mas estou certo que serão poucos o que subscrevem a declaração. 
Alguns ter-lhe-ao mesmo lembrado o Kosovo e outros que, ainda há um ano, Schaueble jurava a pés juntos, num discurso alucinado, que em 2017 Portugal iria pedir novo resgate, mas sucedeu exactamente o contrário daquilo que o bruxo alemão previra.
Daqui a um ano, se eu por cá  andar e Rajoy ainda dirigir o destino de Espanha ( duas situações altamente improváveis) não me esquecerei de cobrar a Juncker a leviandade da sua afirmação.

Auto Europa


Soube que os trabalhadores da Auto Europa reiniciaram esta semana as negociações com vista às regras laborais que devem vigorar durante a produção do T-ROC.
Pelo que vou sabendo, os horários que a empresa pretende impor são próprios do início do século XX.
De qualquer modo, talvez fosse mais apropriado começarem a discutir as indemnizações dos trabalhadores que dentro de alguns anos serão despedidos, quando a administração alemã decidir que o próximo modelo da Volkswagen  seja produzido noutro país.

A escolha é sua, senhor Rajoy

Vai mandar repetir as eleições, remete a julgamento todos os catalães que votaram pela independência, ou uma vez na vida tem vergonha nas trombas e demite-se?

E o culpado é....

Muita gente pensará que os automóveis sem condutor ainda pertencem ao mundo da ficção. Não é bem assim. Andam muitos a circular, nomeadamente nos EUA, já houve dezenas de acidentes, mas  a comunicação social mitiga as notícias, não lhes dando grande importância.
Há umas semanas os cidadãos de Las Vegas puderam assistir à estreia absoluta de um mini autocarro sem condutor a circular nas ruas da cidade. Poucos minutos depois de iniciada a viagem, a viatura envolveu-se num acidente com um camião. Não houve feridos, até porque o autocarro circulava  a uma velocidade de 25km/h (a sua velocidade máxima é de 45) e o camião estava  fazer marcha atrás, tendo sido a culpa atribuída ao motorista.
O que me interessa salientar é que na maioria dos casos de acidentes envolvendo uma viatura sem condutor,  a culpa é atribuída aos humanos.
Preparem-se para o Novo Mundo da IA. Não vai ser nada risonho para os Humanos.