sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCXCIII)

Quem se lembra desta menina, desta canção e deste filme? E já agora de Sidney Poitier...
Boa noite

Curiosidades do Convento



O Convento de Mafra começou a ser construído  em 1717.
Hoje, dia 17 /11/17,  o Convento  comemora 300 anos.
Se fosse vivo, o autor de Memorial do Convento teria comemorado ontem o 95º aniversário.

Do Panamá ao Paraíso: show must go on

Primeiro foram os Panama Papers. Grande estrondo. Muito barulho no início, seguido de um (in)explicável e comprometedor silêncio. Como se (afinal) nada se tivesse passado.
Agora o que está a dar são os Paradise Papers, a fuga fiscal dos famosos, que puseram a bom recato as suas fortunas, para não terem de pagar impostos.
Da realeza a estrelas da música , passando por magnatas, poucos são os que não puseram o seu dinheirinho a bom recato. 
Poderá estranhar-se a presença de Bono, o solidário, na lista dos que andam a gozar com as pessoas que não podem fugir aos impostos porque trabalham por conta de outrem, mas Bono terá certamente uma explicação plausível para dar aos jornalistas: põe o dinheiro em off shores, porque com o que poupa em impostos, organiza mais espectáculos de solidariedade.
O que mais irrita nisto tudo, é que todos estão conscientes da impunidade. Eles nem fizeram nada de ilegal, apenas  aproveitaram as oportunidades que o sistema criou para que sejam apenas os trabalhadores a pagar impostos e assim sustentar os mais ricos e poderosos.
Entretanto, a indignação vai esmorecer e ninguém mais se irá preocupar com os Paradise Papers, nem com os off shores. Até ao dia em que surja outro escândalo para alimentar a indignação. Porque o circo tem de continuar, para  alimentar o povo de...indignação.

O grande sucesso das privatizações

O governo que privatizou tudo a eito e sem critério, deve estar orgulhoso do seu trabalho.
Os CTT - uma empresa sólida e com grande credibilidade entre os portugueses quando era pública- está a atravessar uma crise de identidade. Além de os seus novos proprietários não saberem se estão a gerir um banco ou uma empresa de correios, o serviço prestado aos utentes deteriorou-se significativamente ( já aqui apontei vários casos) e a sua cotação em bolsa caiu com estrondo.
A Altice está numa situação financeira calamitosa, pondo em risco a existência daquela que chegou a ser a mais importante empresa do sector das telecomunicações e, quanto à TAP, nem a tentativa deste governo de minorar os efeitos de uma privatização escandalosa, feita pela calada da noite e nos últimos dias do governo PSD/CDS deverá impedir o desastre.
Na impossibilidade de reverter as privatizações selvagens, seria muito oportuna uma investigação séria aos negócios e lucros que se escondem por detrás de todas as privatizações. Creio que teríamos algumas surpresas, porque ao contrário do que se apregoa, as privatizações não tiveram apenas conotações ideológicas