terça-feira, 24 de outubro de 2017

Memórias em vinil (CCLXXII)





É bom chegar a esta idade e poder dizer como a Edith Piaf: Non, je ne regrette rien! Boa noite. 

Querida cocaína

Se eu fosse jornalista do Correio da Manha, ou seguisse a mesma escola, teria escolhido para título deste post: Os restaurantes gourmet usam cocaína para temperar a comida.
Como me orgulho de sempre ter sido honesto com os leitores das publicações onde escrevi, assim continuo. Mesmo reformado e não escrevendo neste espaço como jornalista.
Limito-me então a dizer que o chef Gordon Ramsey admitiu que muitos dos seus clientes lhe pedem que junte cocaína aos alimentos.
Além disso, Ramsey  fez uma investigação nos wc dos seus 31 restaurantes e só num não encontrou cocaína, o que poderá levar a conclusões muito variadas.
Quanto ao que se passa nos restaurantes gourmet em Portugal, nada sei, mas vou perguntar à Marlene Vanessa, habitual frequentadora destes locais que muito aprecia.,
É que hoje, por razões pessoais e a título excepcional, apetece-me mesmo ir jantar a um restaurante gourmet.

A justiça está em boas mãos

O lapidar acórdão do juiz do Porto sobre a mulher adúltera, apenas confirma essa certeza. Até porque a aplicação de pena suspensa a um tipo que agrediu violentamente a mulher  que o "empalitara", confirma a tendência para medidas justas. Principalmente quando se trata de mulheres vítimas de violência, como foi o caso do juiz que considerou que bater numa mulher na medida certa  não é crime. Ou daquele outro que mandou em paz um tipo que tentara violar uma turista porque, na opinião do douto magistrado, a turista ia vestida de forma tão ousada que estava mesmo a pedi-las.
No caso do juiz do Porto deve realçar-se que sendo o nome do juiz NETO de MOURA, as razões invocadas para justificar a agressão são uma homenagem às suas raízes, o que deve ser enaltecido e não alvo de vitupérios. 
Mas, para ser justo, devo também recordar aos leitores as acertadas sentenças aplicadas a incendiários apanhados em flagrante. Claro que essas pessoas não devem ir para a prisão! Quando muito devem ser tratadas em clínicas psiquiátricas.
E já agora, para terminar, lembro-me do caso daquele juiz que, perante um réu que acabara de ser detido pela quinta vez, por roubo de veículos motorizados, o mandou em paz, aconselhando-o, porém, a reprimir as suas tendência cleptómanas.
O problema é que o réu devia ser surdo e, por isso, mal o oficial de diligências o mandou embora,   roubou uma motorizada estacionada à porta do Tribunal. Obviamente que só roubou a motoreta porque não tinha dinheiro para o passe...
Não tenhamos dúvidas.Tal como as armas em 1975,  também a justiça portuguesa está em boas mãos.