segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Sabores doces e mentes amargas




António Costa disse, em Bruxelas, que 2017 tinha sido "um ano especialmente saboroso para Portugal".
Qualquer pessoa com dois neurónios percebe que, ao dizer esta frase na "capital da Europa", o pm está a falar em termos económicos e financeiros. 
Não obstante a evidência, Nuno Melo decidiu indignar-se com a frase de António Costa e acusou-o de insensibilidade, por ter esquecido as vítimas dos incêndios de Pedrógão.  Por outras palavras, o eurodeputado do CDS  é de opinião que Portugal e os portugueses não 
têm direito de dizer aos seus parceiros europeus que, ao contrário das previsões catastróficas previstas, a política económica e financeira seguida pelo governo tinha tido resultados muitíssimo positivos que culminariam, nesse próprio dia, com a decisão da FITCH de retirar a dívida portuguesa do lixo.
As vozes de burro espalham-se rapidamente e a atoarda de Nuno Melo foi de imediato repercutida por Assunção Cristas em Lisboa.
De imediato, a imprensa que escreve com a cabeça entre a genitália da direita, apregoou ao país a insensibilidade do pm de Portugal, com as vítimas dos incêndios.
Eu passo ao lado da hipocrisia desta direita peçonhenta e abstenho-me de relembrar as malvadezas que esse grupo de criminosos que governou o país durante quase 5 anos fez a Portugal e aos portugueses.
Lembro apenas que  este governo do PS, apoiado por PCP, BE e PEV, devolveu aos funcionários públicos salários e pensões que um grupo de ladrões acantonados no Caldas e na Lapa lhes roubara,
para entregar aos senhores do grande capital. Em 2017 Portugal registou o maior crescimento económico do século, reduziu substancialmente a dívida e conseguiu financiar-se com taxas de juro extremamente baixas. 
A talho de foice, aproveito para recordar que nestes dois anos foram criados 227 mil empregos líquidos; há menos 170 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão social; os impostos directos atingiram o valor mais baixo dos últimos 19 anos e que muitos milhares dos 300 mil portugueses expulsos do País pela dupla Passos/Portas pretendem regressar a Portugal, porque recuperaram a confiança.
Se estes não são elementos objectivos suficientes para o governo dizer que 2017 foi um ano especialmente saboroso para os portugueses e para o país, então não sei quando é que os portugueses terão razões para festejar. 
As pessoas têm toda a legitimidade de não gostar deste governo.Não podem, porém, esgrimir argumentos desonestos, nem invocar com a falsidade do fariseu a sua mágoa pelos mortos nos incêndios, fingindo não saber que  resultaram de causas naturais. Estou cansado de argumentos de bordel.
Finalmente, recordo que em 2018 todas as famílias pagarão menos IRS, diminuirão as despesas ligadas à educação e os subsídio de desemprego e as prestações sociais serão aumentados.
Perante isto, a minha sugestão é que Nuno Melo seja contratado para jumento do presépio de Joane. 

5 comentários:

  1. Será que ainda alguém tem dúvidas que Marcelo Sousa é igual ao aborígene do Poço de Boliqueime, só que na vertente culta, inteligente e pragmática sem o rancor montanheiro que tolhia o seu antecessor?

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    1. Em parte é verdade, mas o actual tem uma memória de elefante mais maquiavélica e refinada, porque sendo mais inteligente e culto não perdoa uma das que lhe fizerem. Ele não perdoa uma e jurou ser presidente aos seis anos, com transcrevo a seguir:
      ..]Aos seis anos, teve o seu primeiro encontro cara a cara com o poder. O pai tinha-o levado para o camarote do centro hípico da Quinta da Gandarinha, em Cascais, onde o General Craveiro Lopes cumprimentava as entidades oficiais.
      Quando viu a criança, Craveiro Lopes não escondeu o desagrado. Depois de perguntar ao pai quem era e de Baltazar se ter apresentado como “o novo subsecretário de Estado da Educação”, o general atirou com dureza: “Senhor subsecretário de Estado, recorde uma coisa, filho de subsecretário de Estado não é subsecretário de Estado. Ora, o menino vai para outro sítio”.
      Contrariado, mas sem fazer birra, Marcelo foi levado para outro camarote, onde assistiu à prova entre estranhos. Mas foi só no regresso a casa, no Cadillac preto que o pai usava para as deslocações oficiais, que percebeu quem era o homem vestido à civil que costumava ver de farda nas fotografias dos jornais. “Ah, então, este era o presidente da República”, disse ao pai.[...

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  2. Eu nem gosto e mencionar o nome deste galã de meia tigela, coleccionador de carros antigos e de luxo, porque ele não tem cabeça para nada. Só para dar nas vistas, mas é repelente.
    Tudo o que o Carlos diz é verdade, mas há uma pequena parcela que não paga menos de IRS, os que ganham de 36 856€ a 40 522€ anuais, que passarão a pagar de taxa marginal 45% em vez de 37%, apesar da eliminação da sobretaxa. É apenas um pormenor, e acho muito bem que continue a dizer as verdades, embora haja muita gente que não queira ver a verdade.
    Já agora uma pergunta: quantas pessoas morrem por ano nas estradas portuguesas? Será que a culpa também é do Costa bombeiro e que ele devia andar com uma carpideira atrás?

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  3. A frase foi infeliz, Carlos.
    Se o PM tem acrescentado uma simples palavra (economicamente) ficava tudo muito diferente.
    Assim não saiu nada bem.

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    1. António Costa estava a falar num ambiente de economistas, não estava num fórum social. Não houvesse maldade nas mentes pafiosas e ninguém estranharia. Costa terá de aprender a falar para burros maldosos?

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