domingo, 26 de novembro de 2017

Memórias de uma noite de terror




O ano de 1967 foi bastante seco mas, nos primeiros dias de Novembro, começaram a cair as primeiras chuvadas e, na noite de 25 para 26, a região de Lisboa foi atingida por chuva intensa.
De Cascais a Alenquer, o panorama de destruição e morte era desolador. Eu tinha vindo viver para Lisboa há menos de um mês e aquela noite deixou-me apavorado, mas ainda com capacidade para responder ao apelo de apoio às vítimas, prontamente organizado por milhares de jovens.
Apesar dos esforços do Estado Novo em minimizar a tragédia, calcula-se que tenham morrido mais de 700 pessoas.
Naquele ano de 1967, as inundações deixaram a nú a miséria em que viviam muitos milhares de portugueses na região de Lisboa.
Cinquenta anos depois o país está  em seca extrema, foi fustigado por uma vaga de incêndios durante o Verão e não estão previstas grandes chuvadas até final do ano, mas vale a pena recordar os dias de terror daquele  ano de 1967, vendo as imagens do vídeo acima e também  nesta excelente reportagem de Dina Soares e Joana Bourgard. para a RR.

9 comentários:

  1. Eu era criança e não tenho memória desta tragédia.
    Que venha chuva mas que não venha toda de uma vez.

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  2. Aqui ninguém pediu culpados por tamanha desgraça. Mas todos se uniram para ajudar os sobreviventes e sei que foram muitos. A televisão, a rádio e os jornais tiveram que esconder as desgraças, não podia ser dita a verdade. Agora as televisões e os jornais vivem da exploração e exposição das desgraças e tentam arranjar culpados e dão a palavra a oportunistas que se aproveitam da situação.


    Esta reportagem também merece ser vista. O vídeo demora um pouco a a começar.

    https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1967-grandes-cheias/#sthash.4YUCPfr9.rGLPMLQE.dpbs


    Ninguém se interessou até agora por este facto. deve ter sido para esquecerem o 25 de Novembro que exploraram o assunto.

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  3. Tinha três anos, não me recordo de todo.
    Aquele abraço, boa semana

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  4. Também recordo bem essa noite, A trabalhar no Laboratório Sanitas, na Saraiva Carvalho e a viver em Monsanto na casa de um tio, que era guarda florestal, tinha por companheiras várias colegas de Odivelas, que apesar de terem perdido tudo, davam graças a Deus por conservarem a vida.
    Abraço

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  5. Recordo-me.
    Exactamente um ano após ter começado a trabalhar.
    Nos Restauradores 'caíu bem'.
    Boa semana, Carlos.

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  6. Não vivo na capital mas tenho memória das cheias, de ver nos jornais algumas imagens e do que ouvia contar a quem, à época, ali trabalhava. E daquilo que na minha terra passou por ser um terramoto, um barulho estranho, uma espécie de ronco vindo da terra; acordámos com ele e logo sentimos tudo a tremer. Ainda ninguém sabia das cheias na zona de Lisboa.

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  7. Também tirou férias o Carlos? Oxalá a sua ausência seja por esse motivo ou semelhante. Ou apenas para descansar da actividade bloguísta.

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    1. Esperemos que o Carlos nos queira fazer uma surpresa quando nos vier contar que, porque a chuva chegou, resolveu ir gozar o Verão na Antártida junto ao Rio da Pedra. Bom fim de semana prolongado.

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    2. Anphy, que sabedoria geográfica!
      Sim, BFS:)

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