sexta-feira, 27 de outubro de 2017

As matreirices de Marcelo e a falta de pudor

Quando há dias escrevia sobre as  Matreirices de Marcelo, era a isto que me referia.
No entanto, o empolamento desta situação pela comunicação social  é verdadeiramente vampiresco. 
Ontem, no TJ, pareceu-me ver um fio de sangue a escorrer da boca de Rodrigues dos Santos quando dizia (sem qualquer fundamento, como o desenvolvimento da notícia demonstrava) que PR  e PM tinham entrado em choque.
Há jornalistas que adoram ser profetas da desgraca e detestam dar boas notícias sobre o país. Outros, como JRS, adoram apimentar as notícias com uma pitada de ficção extraída dos seus livros.
E ontem até havia excelentes notícias para abrir o TJ. Como a acentuada descida da despesa e da dívida. Mas isso não interessa nada aos vampiros com carteira de jornalistas.

11 comentários:

  1. Estou com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. O governo mereceu a chamada de atenção ou o aviso. Ou como lhe queiram chamar. Não sei se ele apressou decisões, se mudou de ideias, se o quê. Gostei da atitude, pareceu-me correcta e necessária. O governo que não venha agora com paninhos quentes, é a ele que cabe informar-se, legislar, e agir na defesa dos cidadãos, impedindo mortes e dando-lhes pelo menos a ideia de que, em caso de calamidade, há estruturas que os apoiam no durante; e muita coisa falhou. Se o governo tivesse feito o seu trabalho na premência do verão que tivemos, mesmo que as mortes existissem - seriam menos - poderia dizer-se que tinha feito tudo que era possível fazer-se. Mas fizeram nada para além do relatório, retiraram meios e foram de uma insensibilidade chocante. mesmo isso: chocante. De acordo com uma entrevista que li hoje na revista Visão a um elemento do célebre relatório, as medidas que vão ser adoptadas também não resolvem. Recuso-me a pensar que, depois do sucedido, este assunto não se leve a sério. Mas já nem sei.

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    1. Quanto à comunicação social, é como é, gosta do escândalo, de instaurar mau ambiente, de estragar. Escreve para ser lida (pelo menos nos títulos) e ouvida.
      Não me interessa se o governo está de sorrisos com o presidente. O governo tem é de estar envergonhado do que não fez, dos compadrios a que deu azo com chefias que não entendem dos assuntos e nem procuram entender o que só piorou a situação. Os boys existem demais.
      A flexibilidade partidária às vezes entorta a coluna vertebral aos indivíduos.

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    2. Estou totalmente de acordo consigo, Bea, e apetece-me perguntar como o Pedro Coimbra: onde é que eu assino?

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    3. Minha Alma está parva

      A Bea diz estar com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa...
      A Bea afirma que a comunicação social, é como é...
      A Bea diz que o Governo devia estar envergonhado por não ter feito em dois anos o que nenhum Governos fez nos últimos vinte...

      E assina por baixo?
      Ó Carlos...

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    4. Tem piada também achei estranho mas não quis comentar, nem perguntar à Bea porque é que ela agora está com este senhor catavento e se esqueceu do que tem passado durante estas dezenas de anos. Ela que não é burra. No entanto às vezes parece estar sobre efeito de anestesia por causa das dores, talvez na coluna... Já agora também aproveito para manifestar o meu espanto sobre uma pessoa que não acredita em assédio em Hollywood, quando a maioria das actrizes mesmo sendo belas tiveram de estar muito tempo, digo eu na horizontal, cito apenas a linda Kelly que virou princesa...

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    5. Como me conhecem há anos e devem lembrar-se do que eu escrevi sobre Marcelo ainda antes dele ser PR, ou no ,link para que remete o post. esperava que percebessem a minha resposta à Bea. A Célia percebeu logo...

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    6. Não, não, Rogério. O que eu digo é que o governo devia estar envergonhado de nada ter feito em quatro meses depois da calamidade de Pedrógão, além de encomendar um relatório externo. E deixou retirar os meios em verão tão quente só porque já não era época de fogos quando Pedrógão também foi antes e, portanto, fora de época. O aviso saiu caro aos portugueses, mas nem assim se fez caso dele.

      Não sou tão palerma que exija ao governo o que o Rogério afirmou.

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  2. Subscrevo os dois últimos comentários. Se bem que veja mais ironia nas palavras do Carlos do que aquiescência...

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    1. A Célia é que me topa! Percebi que a Bea estava a brincar e decidi responder na mesma moeda. Mas em relação à comunicação social, é óbvio que partilho a opinião da Bea, apesar de ela estar a reinar

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  3. Bom. Já perdi um comment com esta mania que tem o portátil de se imobilizar sem mais nem menos e depois tenho que o desligar que é o único botão que funciona e bla, bla, bla. Espero bem que ele não me desgrace e um dia pare de vez sem voltar a arrancar.
    À parte os dissabores digitais, ainda bem que só agora vos li. Fiquei ciente de que as anuências ao meu escrito são pura brincadeira, particularidade que os entendidos sabem que me escapam. Portanto, estou grata ao que daqui me afastou, ganhei visão mais realista.

    Anphy, eu não tomo nada para as dores sejam elas quais forem. Aguento-as. Por enquanto. Pertenço ao género sofredor que gosta de saber o que dói, quanto dói e por quanto tempo. É tudo a frio e sem cachecol. Portanto, desconvença-se (bem sei que não lhe faz diferença nenhuma), são mesmo as minhas opiniões. Pode ostracizar-me se queira, esteja à vontade, já nos conhecemos há tanto tempo que lhe dou esse direito acrescentado ao que tomou dizendo que ando sempre com a cabeça nas nuvens, o que até pode ser verdade, e, portanto, não ter sido senão uma tomada de consciência o que, bem vistas as coisas, não é a usurpação que parecia.
    Retomando: até ver, que não têm lugar cativo, é o que penso do professor Marcelo e do governo.
    E parece-me salutar haver discordância. Por vezes até acrescento ou diminuo a minha opinião em função do que leio. Para já, não aconteceu.

    Tenham um bom dia de Domingo e um obrigada à Célia.

    Carlos, eu não sou monárquica. Para além de uma saia com macacos coroados, que efectivamente me acompanham as pernas e o mais que pertence, não me lembro de outras proximidades à coroa. Não reino. Mas às vezes brinco sem maldade. Desta vez era a sério.
    Cumprimentos renovados. Fiquem bem e sejam felizes na medida do possível que no impossível nada existe.

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    1. Estava convencidíssimo que a Bea estava a gozar. Desculpe se me enganei

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