segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ponto final? Não. Parágrafo



No rescaldo da demissão dos três secretários de Estado que foram ver um jogo do Europeu a convite da GALP, poderia recordar que ano passado critiquei a sua actuação, afirmei que o pagamento das viagens em nada alteraria a situação e, por isso, defendi a  sua demissão imediata.
Como não o fizeram poderia apenas puxar dos galões, escrever " eu tinha avisado"  e ponto final.
Só que estas demissões, um ano depois das viagens, não fazem sentido, mas não surgiram do nada. Diz-se que foram provocadas pela informação de que os secretários de estado vão ser constituídos arguidos. 
Se fosse verdade,a conjugação temporal entre as decisões da justiça e os interesses de determinadas forças políticas deixar-me-iam perplexo. Afinal havia mesmo coincidências. 
Só que a informação veiculada pela comunicação social, mais uma vez, é falsa. Foram os três secretários de estado, cansados da inoperância da justiça, que pediram para ser constituídos arguidos e provarem que não cometeram nenhum acto ilícito. 
Poderá não ter havido ilícito mas, como então escrevi, houve pelo menos falta de senso.
Por isso, em vez de ponto final, o melhor é fazer um parágrafo e, mais tarde, voltar ao assunto.
Em tempo: CDS e PSD aproveitaram as demissões para criticar Costa por ter estado de férias durante 4 dias. Esta escumalha de direita não tem emenda. Três meses de férias pagas por ano ( fora as ausências em "trabalho político") e acusam o pm de abandonar o país, porque tirou 4 dias de férias.
Não avacalhem a política, PORRA!.

6 comentários:

  1. Não faço a apologia da actuação do governo nestes tempos aflitos e últimos de incêndios e mortes e mais imponderáveis que lhe calharam na rifa; não o julgo "em bloco" culpado pelo que aconteceu (há culpas a longo prazo e repartidas por sucessivos governos e outras que têm a ver com a gestão do caso no momento e que parece não ter sido a melhor e circunscreve a ineficácia), mas culpar um primeiro ministro porque tira 4 dias de férias é parvo demais. E no entanto, a minha confiança no governo está minada. Bastante abalada mesmo. Um governo não é primeiro ministro, mas ele escolhe os seus ministros. E é em situações como esta que se testa a força governativa e o seu bom senso e defesa dos interesses do país. O resto é poeira.

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    1. O problema foi o aproveitamento escabroso que a direita tentou fazer da desgraça de Pedrógão, Bea

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  2. Face aos acontecimentos, tenho absoluta confiança, se é que conto para alguma coisa, nos dois ministros a quem pedem as cabeças. Independentemente de simpatias políticas, não percebo o que se poderia ter feito e que não se fez, e se há culpas diretas, individuais a sacar.
    Quanto aos secretários, lamento que o bom senso tenha estado ausente da opção deles na altura.
    Estou cansada, saturada, de tanta demagogia, de ver/ouvir/ler quem tanta caca fez andar agora em bico de pés e de dedo em riste a pedir isto e aquilo.
    E mais parva fico perante fundamentalismos seja à esquerda, seja à direita.
    Tenho para mim, e já o defendi por aí, que quem desempenhou funções de relevo num governo, quando apeado devia estar afastado uns 3 anos dos palcos políticos.
    Tudo em nome da defesa e preservação da dignidade humana e evitar-se-ia o avacalhamento da política, como bem diz o Carlos.

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    1. Constança Urbana de Sousa é uma mulher séria e de fibra, por isso tantos a querem derrubar. Se fosse a Marilú, a Cristas, ou quejandas, havia por aí muita gente a sair em defesa delas.
      Quanto ao restoestou totalmente de acordo, consigo, Célia

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  3. Fez-me lembrar o ano de 2003 quando o FCP convidou os deputados para irem a Espanha e foi o que se viu. http://relvado.aeiou.pt/diversos/deputados-futebol

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