quinta-feira, 29 de junho de 2017

Lamento informar mas...



...por mais inquéritos que se façam e medidas que se anunciem, Portugal vai continuar a arder. Podemos é evitar que arda tanto... 
Desde que em 1992, durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro, tive acesso a  um relatório em que cientistas conceituados ( a maioria deles Prémio Nobel) previam que Portugal, Chile e Califórnia  seriam das regiões mais afectadas do Planeta pelas alterações climáticas, que  não tenho ilusões.
Incêndios devastadores, tornados, cheias e outros fenómenos metereológicos tornar-se-ao cada vez mais frequentes, levando à desertificação progressiva. Consequências de alterações climáticas provocadas por comportamentos globais, mas que afectam de forma mais significativa algumas regiões.
Apesar do alerta, em vez de medidas que permitam retardar essa inevitabilidade, abriu-se a porta aos incêndios com decisões bizarras como a da eucaliptização das florestas. 
É altura de assumirmos que durante muitos anos nos comportamos como Trump. 
Agora é aconselhável que deixemos de nos comportar como a avestruz.
A desertificacao de parte da Península Ibérica será um facto consumado num período relativamente curto. Compete,porém, aos governos, alertar as pessoas e tomar medidas que dilatem esse prazo.

8 comentários:

  1. Uma questão que, acredito agora, está a ser abordada.
    Estou a ser otimista?

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    1. Que está a ser abordada não duvido, Catarina. Quanto a tomar medidas eficazes é que tenho mais dúvidas, porque obriga a mexer em muitos interesses instalados.

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  2. Interiorizada a ideia, pergunto: não deverão as pessoas, como um todo, a colaborar para que essa desertificação não seja um facto?
    Não quero dizer com isto que os governos fiquem de fora, nada disso. Só que cada um de nós deve evitar aquele pensamento de que cabe sempre aos outros a responsabilidade. Quando de facto não é assim.

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    1. a prevenção da floresta ( e não só...) começa efectivamente em cada um de nós, António. No entanto, as pessoas raramente cumprem a sua parte.

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  3. Conheço poucas pessoas em Portugal que tenham convicções ecológicas. Os comportamentos que tenho observado, quando aí estou, pouco diferem do comportamento do Donald Trump.

    INFELIZMENTE, o comportamento do governo federal alemão também deixa muito a desejar.

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    1. Dou-lhe toda a razão relativamente ao comportamento dos portugueses, Teresa.

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  4. Gostava tanto de acreditar que essa alteração de mentalidades e comportamentos vai ser uma realidade, Carlos...
    Com toda a franqueza, não acredito.

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    1. Eu faço força para acreditar, Pedro, mas estaria a mentir se dissesse que estava muito confiante...

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