sexta-feira, 6 de maio de 2016

Qual é a tua, ó meu?



Queres frequentar  uma escola particular, quando ao lado tens uma escola pública? Então paga-a, pá, que eu não nasci para otário nem para sustentar vícios.
Como já dizia o Passos, não podes viver acima das tuas possibilidades, nem a expensas dos contribuintes teus irmãos ( e irmãs)
Não queres frequentar a escola pública porque tens medo de ser vítima de bullying, é?  Não sejas piegas, meu!
Diz aos teus paizinhos e professores da escola privada para não se indignarem   com a decisão do governo porque, ao contrário do que já li e ouvi por aí, o governo não vai retirar dinheiro às escolas privadas...vai é fechar a torneira dos subsídios, quando o prazo de três anos, previsto na lei, terminar. E também não vai abrir novas tetas,  para que os teus paizinhos andem de BM topo de gama, porque eu lhes estou a pagar a escola dos filhos. Percebeste, ou precisas de um desenho?
Ah eles dizem que estão em causa as liberdades individuais?
OK, mas quando chumbaram  o casamento entre homossexuais e a adopção por casais do mesmo sexo, onde é que os teus papás tinham escondido as liberdades?
Já agora, pergunta-lhes se  estão dispostos a pagar as prestações sociais de quem precisa, ou a contribuir para a redução das portagens em autoestradas do interior.
Ai não estão, porque isso é contribuir para alimentar vícios a malandros que não querem trabalhar?  Pois então diz-lhes que eu os mando dar uma voltinha ao bilhar grande, porque não estou para alimentar chulos. Se querem um cheque ensino, vão ao Totta!

4 comentários:

  1. Acabei de pôr este comentário num dos jornais que trás essa notícia:

    'Além da reportagem que passou, em tempos, na TVI sobre a pouca vergonha que se passa com determinados grupos que dominam a Educação particular, eu também sei de experiência adquirida, que muitas das pessoas que param aqui à minha porta, para deixar os alunos, em brutos carrões e a prejudicar todo o trânsito, sobretudo de quem têm de usar transportes públicos, porque acabam perdendo o comboio, digo eu que há muita dessa gente que paga menos do que devia nas escolas particulares, porque muitos deles são trabalhadores independentes e Vivem de "biscates"e manobras, em que não passam recibos, por isso nem pagam IVA, nem IRS, ou pagam muito menos do que deveriam. Também na minha profissão vi os estatutos e as contas que deviam apresentar de várias outras e fiquei a saber que eu pago muito mais, porque o meu IRS tem de sustentar o ensino público e o particular e cooperativo. Haja decência!

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  2. Não ponho entraves à existência de escolas privadas. Acho muito bem que os pais escolham a escola em que desejam que os filhos cresçam e sejam educados. Só não gosto de ser eu a contribuir para o colégio do menino. Estou em absoluta concordância com a medida do governo. Querem Status, paguem-no. E sei casos que à Anphy não lembram, muito mais gritantes que os que fazem biscates sem recibo. Com subsídios, pois.Todos com subsídio. Neste país da treta, onde para se receber subsídio é preciso ter um rendimento familiar per capita de indigente, os mais desafogados recebem-no.Ah pois.
    Se este governo faz alguma coisa por via disso, viva! Já era hora.

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  3. Bea, eu só dei um exemplo porque acho que aqui, nem noutro lado, ninguém quer falar. Eu também sei de muitos subsídios e de baixas fraudulentas, para amigos que foram para bons cargos no estrangeiro. Não se trata de emigração. Só os pobres é são escorraçados. Também há muitos a receber subsídio de desemprego e a trabalhar e a receber limpinho e muito. Hoje já não há inspectores e os que há estão em "surmenage". desviei-me para esta vereda porque estive a ver o sexta às onze, ond há professores que assinam alguns recibos, sem receberem, mas estão caladinhos para não o que tem. perderem emprego.

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  4. Subscrevo por inteiro o que o Carlos escreveu. Quem quer luxo tem de pagar. Todos nós que andámos em escola pública, o que era normal..,em nada ficámos diminuídos. Cada vez mais temos que ver bem para onde vão os nossos impostos. Já é tempo de meter esta cambada no lugar.

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