terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Dizer não ao desperdício!

Já muitas vezes me insurgi contra a política de contratações dos clubes portugueses, especialmente do meu FC do Porto cuja realidade melhor conheço.
Nunca concordei que se fossem buscar jogadores pagos a peso de ouro, sem historial no clube e se mandassem embora jogadores de qualidade com a marca FC do Porto inscrita no seu ADN.
Ontem, o excelente e emotivo jogo entre Braga e Guimarães ficou marcado por duas exibições de luxo, consideradas unanimemente, pela crítica, como  as melhores do jogo.
Um jogador de cada equipa destacou-se, contribuindo com a sua exibição para o espectáculo. Embora pertencendo aos dois grandes rivais do Minho, têm uma coisa em comum: ambos são jogadores do FC do Porto.
Josué,  a jogar no Sporting de Braga, andou pela Turquia e está agora nos arsenalistas. Octávio, brasileiro que terá vindo para o FC do Porto  a custo zero, ou a troco de 5 milhões ( ambas as versões correm por aí como verdadeiras) está emprestado aos vimaranenses.
 São apenas dois talentos  do meio campo ( a que poderia juntar nomes como Castro, na Turquia, Machado na Alemanha, ou os dispensados e agora regressados André ou Sérgio Oliveira) que o FC do Porto dispensou recentemente e que poderiam singrar no clube que pagou 20 milhões por  Imbula, um Ferrari que quase não jogou e comprometeu mesmo a continuidade dos azuis e brancos  na Liga dos Campeões.
Faço votos para que na próxima época, com Peseiro ou Vilas Boas, alguns dos talentos portistas que andam a espalhar o perfume do seu futebol pelo estrangeiro, ou em equipas adversárias, regressem a casa e contribuam para o renascimento de uma equipa que perdeu a sua identidade e o seu brio, porque os seus jogadores não sentem o brasão.

1 comentário:

  1. Os talentos que por aí andam à solta, que até sentiriam a camisola (rafa, Diogo Jota) e o Porto anda a gastar rios de dinheiro em pseudo-vedetas, em tipos que não têm nada a ver com a marca da casa.
    Grande culpado?
    Para além dos dirigentes, o idiota do basco que destruiu em pouco tempo o que levou tanto tempo a construir.

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