segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A explicação é simples...

Telefonou-me uma menina. Era simpática e queria fazer-me uma oferta.
Não, não eram chocolates, nem  férias nas Caraíbas, nem crédito barato. A menina falava em nome da Impresa e a oferta que me queria fazer era uma assinatura do "Expresso" a preço de saldo.
Agradeci, mas disse que não estava interessado.
Mas não gosta de ler o "Expresso"? - perguntou-me num tom que denotava espanto
Não!- respondi sem hesitar
Fez-se silêncio por uns segundos ( a jovem devia estar ainda a digerir as minhas respostas) e finalmente perguntou:
- E posso saber porque não gosta do "Expresso"?
- Pode. O "Expresso" deixa-me deprimido e eu não gosto.
- Deprimido? Os jornais deprimem-no? Mas o senhor é jornalista!
- Pois sou. Talvez por isso é que me deprima mais ver tanta mentira no "Expresso" escrita com ar triunfante. Principalmente na secção de Economia...
- Pronto, está bem, respeito a sua opinião. Não está interessado então, é isso?
- É. Nem que me façam a oferta de antidepressivos para acompanhar a leitura.

8 comentários:

  1. ahahahahahahahahahahahahahahahahah !!!

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  2. Não informaram a menina que o Expresso já não é o que era?

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  3. Continuo com este hábito masoquista de comprar o Expresso todas as semanas... hoje comentava para o companheiro que metade das páginas do caderno principal eram anúncios, e anúncios de artigos de luxo, claro! Mas o artigo do Nicolau Santos é quase sempre interessante, tem bons críticos de cinema a falarem dos filmes em cartaz, e gosto de ler o Pedro Mexia e ás vezes a Clara Ferreira Alves.
    Mas percebo a tua posição de jornalista!

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  4. Boa resposta! Concordo completamente. Desde que foi para lá o Ricardo Costa ficou uma bandalheira. E o rapaz cumpriu tão bem a sua missão que até já foi promovido a director-geral da Impresa. Agora de vez em quando também têm a ajuda do Ricardo Ferrão para também abandalhar mais o "Expresso da Meia-Noite". Quando têm algum convidado de jeito nem os deixam falar.

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  5. Anfitrite

    Essa não é de hoje.
    Ainda não tinha havido os problemas com a banca e foi lá um economista que falou em código, estava também o beleza e o que disse foi básicamente que faltavam a Portugal "300" e a banca ia falir. Nunca mais lá foi.

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    1. Tem razão. Mas agora com este novo rapaz, reaccionário, que também ascendeu meteoricamente, ainda se torna mais difícil ouvir as suas interpelações, além do cortar a exposição de opiniões. Por acaso ouvi esse e o Beleza a dizer das suas graças.

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    2. Pois e o meu rapaz mais velho é economista mas como não ouviu não me pode explicar.

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