terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Um dia a casa vem abaixo...

Já aqui critiquei a forma ignóbil e bacoca como a presidente da câmara de Colónia reagiu aos ataques  a dezenas de  mulheres em Colónia, na noite de passagem de ano.
Ontem soube-se que  as agressões e tentativas de violação  também foram desvalorizados pela polícia  e, pior ainda, ficamos a saber que a polícia sueca ocultou agressões sexuais contra mulheres, perpetradas por jovens imigrantes durante festivais de música realizados em 2014 e 2015.
Como não acredito que as polícias alemã e sueca sejam uma corja de cobardes, admito que tenham obedecido a ordens superiores ( possivelmente do membro do governo responsável). O objectivo, presumo, será proteger os imigrantes, mas se assim for é um erro terrível. É que o silêncio não só não protege os imigrantes, como põe em risco a segurança das pessoas e leva-as a considerar este tipo de comportamento de minorias, como generalizado
Ora isso é extremamente  grave, porque as pessoas vão interrogar-se: se as agressões tivessem sido praticadas por jovens suecos, alemães e europeus, a notícia  não teria sido amplamente divulgada e os responsáveis severamente punidos?
A tolerância e compreensão das autoridades europeias em relação à especificidade cultural  dos  imigrantes  não tem qualquer justificação e os resultados estão à vista: aumento da violência e desrespeito total pelas regras dos países de acolhimento, que só parecem aplicar-se aos cidadãos europeus.
Em momento algum se pode aceitar que os imigrantes tenham um tratamento mais favorável do que os europeus, pois isso, além de denotar medo e cobardia, a complacência aumenta a insegurança dos cidadãos que, sentindo-se desprotegidos, irão refugiar-se nas teses xenófobas da extrema direita.
Não basta pedir às pessoas para não terem medo. É preciso que as autoridades demonstrem que também não têm medo de aplicar a lei, independentemente de quem praticou actos de violência inqualificáveis. Caso contrário, um dia destes a casa vem abaixo...

6 comentários:

  1. O medo e a cobardia são defeitos que os deuses odeiam. Não devemos ter medo ou cobardia de consultar as estatísticas dos anos transactos e ver os números para os mesmos locais,épocas e idênticas comemorações. Os receios não serão tamanhos como certos media querem provocar.

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  2. Concordo que tem que haver igualdade na aplicação das leis, mas medo acho que já não se pode negar: toda a gente tem.
    bjs

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  3. Em todo o lado há gente transviada. E ontem ouvi uma desmontagem duma notícia que vinha salvo erro no "Guardian",onde se dizia que as imagens eram, como de costume, de um banco de imagens que nada tinham a ver com o s factos. Algumas até estavam identificadas como sendo dois homens e não mulheres e muitos mais esclarecimentos. Claro que isto só pretende favorecer a extrema direita e prejudicar os desgraçados dos exilados. Os medias são férteis em criar factos políticos, mas esconde os verdadeiros horrores. Os horrores que todos os anos se cometem só para falar nas violentas bebedeiras das festas de cerveja, etc e tal...

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  4. Veja a cronologia deste senhor que caíu na minha página para ver o que já se pensa por aqui:https://www.facebook.com/profile.php?id=100010300593819&sk=photos&collection_token=100010300593819%3A2305272732%3A69&set=a.105727443113942.1073741826.100010300593819&type=3

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  5. Um convite a que seja feita justiça pelas próprias mãos, Carlos

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  6. Parabéns pelo texto! Concordo inteiramente com ele.
    Ainda bem que uma pessoa de esquerda pensa de forma lúcida, equilibrada e sensata. Eu que estou à sua direita, podia ter escrito o mesmo texto.

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