terça-feira, 16 de junho de 2015

Não mergulhes nessa noite escura

A Europa quer obrigar o Syriza a vergar. Alegadamente por não respeitar as regras europeias. Falso. O que o poder instalado na Europa não suporta é que  no seu seio exista um país pequeno onde o povo humilhado se revolta e entrega o seu destino nas mãos de um partido de extrema esquerda.
Se o Syriza  conseguisse impôr as suas ideias isso seria um perigo para os interesses instalados nas cúpulas de poder europeias que odeiam o povo, mas disputam o seu voto porque, na generalidade, o povo é dócil e facilmente manipulável, desde que de quando em vez possa comprar alguns brinquedos que a sociedade de consumo põe à sua disposição.
É por ter medo da esquerda e querer manter o povo obediente e submisso que a Europa obriga o Syriza a vergar. Se em causa estivessem valores democráticos ou as regras europeias, a Europa já teria reagido às declarações do fascista Viktor Orban que depois de vencer as eleições na Hungria reclama o regresso da pena de morte e a criação de campos de internamento onde os imigrantes sejam obrigados a trabalhar.
A esse insulto as instituições europeias responderam com um silêncio cúmplice. Provavelmente porque não receiam que a extrema direita num país da União lhes roube a única coisa que efectivamente lhes interessa: o poder.
As pessoas? Que se lixem... como tem sido perceptível na forma como o problema das migrações no Mediterrâneo tem sido tratado.
Em Portugal, Coelho, Portas e Marilú estão muito satisfeitos com a hipótese de o Syriza ser obrigado a vergar, porque  durante a campanha eleitoral querem utilizar a Grécia como exemplo, para meterem medo aos portugueses. O que eles escondem dos portugueses, é que as taxas de juro duplicaram em apenas três meses e a saída da Grécia do euro irá fazer disparar ainda mais os juros, estragando a história da recuperação miraculosa operada pelo governo. 
Nada que os preocupe. O tuga felizmente é analfabeto e só quer é dinheiro para telemóveis, carros de encher o olho e vacanças nas Caraíbas, para fazer inveja aos vizinhos. O resto, que se lixe.
Depois de ver o Prós e Contras de ontem sobre turismo em Lisboa, fiquei com a certeza de que o tuga não tem emenda!

6 comentários:

  1. A assertiva e correta leitura feita sobre o analfabetismo funcional português feita por Carlos Barbosa de Oliveira.

    Contudo,convém não esquecermos as razões dos nossos males mais profundos.A nossa realidade qualitativa não é o que é por obra e graça do Espirito Santo.Não há realidades inocentes,filhas de pais incógnitos.É muito mais fácil manipular e explorar um povo mal preparado e embrutecido do que uma comunidade bem educada,tecnicamente preparada e socialmente desenvolvida.

    Abraço.

    ResponderEliminar
  2. Não vi o programa, mas há muito que perdi as esperanças quanto à remota e mais do que improvável hipótese de a maioria dos portugueses mudar o seu comportamento- mesmo sendo este aspecto o mais fácil.

    Quanto ao resto concordo totalmente contigo.

    Boa semana, amigo

    ResponderEliminar
  3. Desta vez não venho para fazer 'oposição' , venho para assinar ( nem que seja de cruz) e reforçar a sua opinião, Carlos!

    O 'Morgado', no último parágrafo, até parece que está a falar no povo de há quarenta e tal anos atrás, do tempo da outra senhora:- Ó senhor Morgado, então, a manipulação e exploração de um povo analfabeto e ignorante, não era apanágio dos tempos de outrora? Nem parece coisa de um fidalgo, tecnicamente preparado e socialmente desenvolvido! Valha-o Deus!!

    Janita

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sinceramente,penso que entendeu o meu comentário.

      Quanto ao devaneio,pura manobra de maquinista não encartado.

      Abraço.

      Eliminar
  4. Na tríade interna referida falta o 4º "mosquiteiro", o senhor silva segundo jardim, seu "fiel" garante

    ResponderEliminar
  5. Também hoje abordo o tema Grécia.
    Ver representantes de órgãos não eleitos (FMI e Comissão Europeia) dar ordens a um país soberano é no mínimo estranho.
    O tempo está a esgotar-se para os dois lados.
    Mas as soluções, que nem sejam as mais radicais, tardam em aparecer.

    ResponderEliminar