domingo, 17 de maio de 2015

As árvores morrem de pé!


Estive algumas semanas sem ir ao meu centro comercial favorito. Este ano até falhei as "Noites Longas" que se tornaram um must da zona.
Na quinta-feira decidi passar por lá à hora do almoço e deparei-me com este panorama.  Tinha saído no Metro da Alameda e enquanto subia a Guerra Junqueiro e via este panorama  desolador, pensei  aliviar um pouco na esplanada da Mexicana. Encontrei-a fechada e em obras. Dizem-me que  vai reabrir em Junho. Foi comprada pelo proprietário da Carcassone, na Avenida da Igreja que promete reabri-la rejuvenescida.
O mesmo não acontecerá com as árvores. Envelhecidos e atacados pela doença, os freixos da Guerra Junqueiro e da Praça de Londres serão derrubados no outono.

12 comentários:

  1. Um drama com que se deparamos na Marinha Grande, não só as árvores das avenidas, mas também as do parque.

    Beijinho Carlos, tenha uma boa semana.

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  2. As árvores são abandonadas de pé
    Os freixos, as palmeiras, os pinheiros

    Nem lhes resta a sorte
    de uma digna morte

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    1. É exactamente assim. Eu tenho palmeiras e nunca lhes aconteceu mal nenhum. Até tenho uma "Queen Palm". No entanto aqui à minha frente e pelas ruas onde passo, só vejo palmeiras às quais é cortada a cabeça e depois abatidas. As pessoas querem é fazer render o espaço. Mas o que mais me indignou foi aqui mesmo à minha frente terem abatido uma "Araucaria angustifolia", centenária, que a Câmara de Cascais autorizou, quando é uma espécie protegida no Concelho. A dona sempre a protegeu, até quando uma Hera de enrolou à sua volta, ela era mais alta que qualquer imóvel aqui à volta. Acontece que de repente a dona adoeceu e como não tinha herdeiros fez a doação da vivenda à filha da empregada doméstica/mulher a dias. A rapariga acabou logo por casar e como dava muito trabalho apanhar as folhas/caruma que caía resolveram abatê-la. Soube com antecedência desta situação através do meu jardineiro.
      Ttirei fotografia, coloquei no face da Câmara, mandei mensagem privada, mas só tive a primeira resposta que foi perguntarem-me qual a morada exacta, que eu já tinha dado, mas não disseram mais nada e até veio um guindaste para poderem cortar a mesma. Mas o que pode um pobre cidadão fazer quando tem como presidente da Câmara um borra-botas, saloio e bajulador do governo, que até lixou o Capucho, porque este, apesar de tudo, sempre foi um político com ética.

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  3. Tenho saudades do tempo, em que no bocadinho livre, que tinha na hora de almoço, me sentava perto do Guerra Junqueiro a ler um pouco, enquanto as minhas colegas se
    entretinham nas boas lojas da avenida. Quando o sol era mais forte escolhia a sombra duma árvore frondosa. Na altura havia sempre cantoneiros a limpar as folhas secas do jardim. No regresso dava-me gozo beber uns golos na bica, de que hoje só resta a parte física, em quase todo o lado, pois já nada funciona.
    Quando vejo uma árvore seca, lembro-me sempre do grande Piteira Santos, que um dia disse que quando visitou a Coreia do Norte (acho que foi dos poucos que teve autorização para isso) que disse que no dia em que morria uma árvore, já tinham outra grande para a substituir. Nós também tínhamos os nossos jardins /viveiros camarários, mas também já não sei se funcionam.

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  4. Pois, já um amigo meu da Lourinhã se queixou que a sua palmeira apanhou um besouro qualquer que lhe é fatal. O mesmo acontecendo com muitas outras pelo país fora... Que tristeza, até os besouros (ou será outro inseto?) estão contra nós! :P

    Beijocas

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  5. Uma tristeza muito grande ver as árvores atacadas por doenças que assassinam...um pouco como Portugal actualmente.

    Amigo, sonhos azuis e excelente semana

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  6. Desolador ver as árvores assim, Carlos

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  7. É tão triste ver as árvores a morrer - elas que são o símbolo do eterno retorno e da esperança.

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  8. Durante alguns anos também passei com frequência pela Guerra Junqueiro e nunca me apercebi que o estado dos freixos fosse assim tão mau. O aspecto que apresentam na foto não será apenas o resultado das podas radicais a que terão sido sujeitos e qua agora estão na moda, vá-se lá saber porquê?

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  9. Durante alguns anos também passei com frequência pela Guerra Junqueiro e nunca me apercebi que o estado dos freixos fosse assim tão mau. O aspecto que apresentam na foto não será apenas o resultado das podas radicais a que terão sido sujeitos e qua agora estão na moda, vá-se lá saber porquê?

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  10. O estado das árvores referidas era francamente mau. Fez muito bem a CML em cortar-lhes os 'braços' estragados. É feio, é triste mas não havia alternativa.

    Triste também é ver o estado a que a Mexicana chegou.

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  11. À partida é sempre triste ver uma rua sem árvores.
    Mas também temos que ver o reverso da medalha, as árvores dão muito trabalho a manter, causam sujidade nas ruas e nos carros que estacionam debaixo delas e acima de tudo em dias de muita chuva ou de muito vento são perigosas para as pessoas e para os automóveis. Aqui compreendo a posição da câmara municipal de Lisboa e até a apoio, é melhor isto, do que ter meia dúzia de carros partidos e acima de tudo, pessoas feridas ou mortas por ramos ou mesmo por árvores caídas.

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