terça-feira, 19 de maio de 2015

A propósito da greve do Metro

Hoje o Metropolitano de Lisboa está em greve. Os protestos dos tugas foram os do costume e não vou perder mais tempo a explicar as razões por que os utentes do Metro deveriam apoiar esta greve. (Remeto os leitores interessados, para o que escrevi aqui em Dezembro de 2014)
Hoje opto por recordar uma greve dos cobradores da Carris nos anos 60. É uma história curiosa que devia merecer alguma reflexão.
Ao contrário do que acontece normalmente, a greve dos cobradores da Carris foi apoiada e estimulada por Silva Pais ( que mais tarde viria a ser director da PIDE) a mando de Salazar. O objectivo do velho Botas era obrigar a Carris a criar uma tarifa económica ( na altura não havia passes sociais)  de modo a controlar os preços e a inflação.
Em 2015 vemos trabalhadores a fazer greve para manter os seus postos de trabalho e a qualidade do serviço e o governo a concessionar os transportes públicos, transferindo para o bolso de empresas privadas os subsídios que  anualmente dá às empresas públicas para a manutenção da qualidade dos serviços. 
A consequência destas concessões será a redução de horários de funcionamento, extinção de carreiras e aumento do preço dos passes sociais. O tuga parece não se importar com isso. O que o preocupa são os prejuízos resultantes de um dia de greve.

11 comentários:

  1. A mim a greve de hoje deu-me um jeitaço do caralho, que arranjei uma desculpa para não ir às aulas e pude ficar em casa a estudar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Deve estudar pouco, só diz asneiras e escreve muito mal.

      Eliminar
    2. "terça-feira, 19 maio, 2015", não me parece que tenha grande estofo de crítico literário.

      Por pontos:

      "Só diz asneiras": Mentira. Só lá está uma.
      "Escreve muito mal": Outra mentira. Não há na frase um único erro, semântico ou sintático.

      Deve ter ficado com os olhinhos feridos pelo palavrão estiloso, confundindo-o com má escrita. O que não o recomenda para analista da língua.

      Lembra o bófia passado dos carretos, incapaz de se manter na pele de guardião da ordem. Enerva-se e disparata.

      Eliminar
    3. Percebo que o Lisboa mande outros terem tento na língua. É contra a greve, é, aliás, contra o direito à greve. Há sempre uma greve boa, mas nunca é a que se exerce em cada momento - essa é sempre má.

      Aponto-lhes uma virtude da greve, de como pode ser bem aproveitada, e ensarilham-se e rodopiam com a forma.

      Uns democratas a favor da greve desde que não lhes perturbe o diazinho, uns democratas da liberdade de expressão desde que o palavrão não lhes ofenda os ouvidos.

      Eliminar
    4. «Percebo que o Lisboa mande outros terem tento na língua. É contra a greve, é, aliás, contra o direito à greve. Há sempre uma greve boa, mas nunca é a que se exerce em cada momento - essa é sempre má».

      Percebeste mal, mandei apenas uma pessoa ter tento na língua.
      Quanto a minha posição sobre a greve, já escrevi aqui duas vezes qual é a minha posição, não a vou dizer novamente. No entanto para que não reste qualquer dúvida, não sou, repito: não contra o direito à greve.
      Mas ainda que fosse, também não sei qual seria o problema, vivemos num país livre e democrático onde há liberdade de expressão e de pensamento. Ninguém é obrigado a ter a mesma opinião ou a concordar com tudo.

      «Uns democratas a favor da greve desde que não lhes perturbe o diazinho,»

      E uns a favor da greve porque assim arranjam uma desculpa esfarrapada para ficar em casa. Fraco argumento para se ser a favor de uma greve.
      Pena é que não penses naqueles que querem sair para trabalhar e não podem por causa da greve.


      Eliminar
  2. Carlosamigo

    Embora deteste os "anónimos" o segundo tem razão enquanto o primeiro para ser burro e malcriado só faltam as penas...

    Abç

    Ah, já me esquecia: e também concordo com os grevistas e com o teu texto

    ResponderEliminar
  3. De um modo geral sou contra qualquer greve, já o expliquei aqui. Estas greves do Metro dia sim, dia sim, já começam a dar cabo da cabeça de qualquer um. Pessoalmente acho que os grevistas não tem razão, mas ainda que tivessem, com esta periodicidade grevista perdem um bocado a razão.
    Se por acaso o Metro for privatizado, duvido que os trabalhadores do Metro façam tantas greves, pelos menos a privatização iria trazer esse benefício.

    ResponderEliminar
  4. Carlos,
    Nestas situações as pessoas têm a tendência natural, humana, de pensarem nos problemas que estas paralisações lhes causam.
    Tão simples quanto isso.

    ResponderEliminar
  5. Liberdade de expressão, Lisboa? Mas tu nem sabes que C*ralho é um aumentativo tão legítimo como outro qualquer e ainda me mandas ter tento na língua e falas de liberdade de expressão?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Isso é que é virar o bico ao prego! Falo em alhos, respondes com bugalhos. Temos visões e educações diferentes, por aqui me fico, é escusado estar aqui a gastar o meu latim contigo.

      Eliminar