quarta-feira, 8 de abril de 2015

Era e não era andava lavrando...

Era e não era
Andava lavrando,
Chegou uma notícia
Que seu pai era D. Fernando.

Sentado de pé,
num banco de pau,
feito de pedra
Um jovem ancião
Bondoso e mau

A ler um jornal sem letras,
À luz de uma vela apagada,
Calado apregoava:
"A terra é uma bola quadrada"

E o pobre do Fernando,
lesto como o caracol,
sobe parede abaixo,
no seu jeito mole.

Bateu-lhe desafortunada a fortuna
e bem-afortunado o azar,
Antes do nascimento,
Sempre depois e nunca mais

Tinha o pai pra nascer
E a mãe pra morrer.
Que havia o moço de fazer?
Deitou os bois ás costas,
Pôs o arado a correr.

Quis saltar o valado,
Saltou um arado.
Se não era cão
Mordia-lhe um cajado.

Entrou numa horta,
Viu um pessegueiro
Carregado de maçãs,
Avelãs e fruta madura.

Veio de lá o dono dos pepinos:
- Ó ladrão dos meus marmelos!
Quem te mandou a ti andar a roubar as cerejas
Que tinha guardado
Prós meus meninos?

Agarrou num melão,
Atirou-lhe com um pepino

Acertou-lhe num artelho,
Fez-lhe sangue num joelho.

Esta cega rega já tinha várias versões. Agora, Christine Lagarde inventou mais uma:

3 comentários:

  1. Realmente, estamos no reino do absurdo!!!!

    Que situação infernal, amigo...

    Fica bem.

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  2. Conheço bêbedos muito mais interessantes e intelectualmente mais sérios que a escanzelada da francesa,que,por razões conhecidas,devia estar presa numa cadeia de Paris.Entretanto,são cavalgaduras deste jaez que gerem o mundo e a vida dos povos.

    Levantem-se as vitimas da pulhice institucional que conspurca e degrada a existência humana!!!

    Acordemos!!!

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  3. Christine e companhia , mereciam uma cega rega que meu pai contava....O filho , pede ao pai 20 escudos. 10 escudos ? Para que quer o menino 5 escudos ? Não lhe chegam 5 coroas ? pegue lá 10 tostões e divida com o seu irmão....
    M.A.A.

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