segunda-feira, 13 de abril de 2015

Como sobrevivi à dieta da maçã

Desde a manhã de sexta-feira  até à meia noite de domingo  não li jornais, não vi nem ouvi noticiários e pela Internet passei menos de 15 minutos, mas só pelo FB.
Foi uma espécie de dieta da maçã aplicada ao cérebro.Incrivelmente, sobrevivi!
Quando regressei a casa liguei o televisor para ver os telejornais da meia noite. 
Notícia de abertura para o aperto de mão entre Obama e Raúl Castro. Em rodapé o ecrã exibia a seguinte mensagem: 
"Aumenta a contestação a Dilma. Brasileiros saem à rua em 44 cidades e em algumas cidades europeias"
A coisa está séria, pensei. Fiquei à espera para ver o desenvolvimento. Depois de  gramar os resumos futebolísticos da jornada, finalmente veio a notícia sobre os protestos no Brasil: 
"Mais de 100 mil pessoas saíram à rua no Brasil para protestar contra o governo de Dilma Rousseff. Em S. Paulo foram cerca de 7 mil pessoas"
Estava eu a pensar nada mau para uma cidade com 20  milhões de habitantes, quando no ecrã passam imagens sobre os protestos em Lisboa. 
Pouco mais de duas dezenas de pessoas protestaram hoje em Lisboa contra o governo de Dilma Rousseff.
Apesar de serem poucos, tiveram mais tempo de antena do que algumas manifestações de milhares em Portugal, que as televisões reduzem a dezenas ou centenas.
Pudesse eu e voltava à dieta da maçã durante mais uns dias.
Em tempo: Esta manhã,  o avatar do Blasfémias  dizia que os manifestantes foram 700 mil em 215 cidades ( ainda assim muito inferior à manif de mais 1 milhão de Setembro de 2012 em Portugal) e em Lisboa cerca de 30. 

3 comentários:

  1. Devíamos fazer, de vez em quando, a dieta da maçã, não só à mente, mas também ao corpo, porque já lá diz o provérbio: na apple a day, makes de doctor away".
    Pois o mundo está todo em reboliço. Não sei o que vai acontecer naquele e àquele Brasil. Nós somos bem diferentes e muitooooo menos, em termos populacionais.

    Abraços.

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  2. Dilma caiu em desgraça perante uma boa fatia da população, Carlos.
    Que funaliza em Dilma aqui que a revolta em muitos outros.

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