quinta-feira, 5 de março de 2015

Toda a desobediência será premiada?

Fazendo fé nas notícias que têm vindo a público sobre a auditoria forense, Ricardo Salgado desobedeceu 21 vezes ao supervisor, entre dezembro de 2013 e Junho de 2014. Espantoso como  um tipo pode estar tão confiante na impunidade e no mau funcionamento do regulador,  para se borrifar nas ordens  que o BP lhe dava? Será… mas mais espantoso ainda é que Carlos Costa tenha assistido impassível a esse desrespeito.  Comportou-se como aqueles progenitores que avisam  a criancinha dezenas de vezes para estar sossegada e não fazer tanto barulho, mas ao constatarem que ela não obedece desistem  e só lhe tiram o brinquedo quando já está estragado.
Esse tipo  de comportamento é prejudicial para as crianças, mas é muito mais grave quando adoptado por instituições que têm a obrigação de defender os interesses da comunidade, garantindo que as entidades que supervisionam estão a cumprir as regras do jogo.
Se Carlos Costa tivesse agido, como lhe competia,  não haveria neste momento muitas centenas de pessoas arruinadas, porque confiaram todas as suas poupanças a um Banco que o regulador sabia ser incumpridor e pouco fiável.  O governador do Banco de Portugal também  tem de ser responsabilizado por  esse desleixo.

11 comentários:

  1. Carlosamigo

    Claro que tinha de ser responsabilizado; mas como é da cor dos rapazotes do (des)Governo agora não tem... Bem prega frei Tomás...

    Abç

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  2. E, no entretanto, o Governador dizia ao Presidente que tudo estava bem e não havia qualquer preocupação a ter sobre o BES?

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  3. Não é só a desobediência que é premiada neste país...
    Este é mais um daqueles casos sem explicação.

    beijinho amigo Carlos

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  4. O DDT, que não é burro , todo o vigarista de alto gabarito é esperto , vendo-se rodeado por BANANAS , num estado que se diz de Direito mas está muito torto ....olha , deu a golpada.
    A mim nunca me enganou.
    M.A.A.

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  5. Que miséria! Infelizmente é o país que temos.

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  6. Ricardo Salgado conhece bem os podres da malta, por isso estão tããão caladinhos á espera que a poeira assente. Infelizmente a balança da justiça portuguesa está avariada e a dama cada vez mais cega. Os grandes crápulas sabem que a impunidade os assiste.

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  7. O Brasil está sem comando. Amigo é sempre legal de ler! Muito bom!
    AbraçO

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  8. Eu acho que o regulador e os responsáveis políticos deviam ser criminalizados. Quem lhes deu o direito de dividir um banco em dois classificando um de bom, e outro de mau? Por ignorância minha pergunto qual o critério utilizado para escolher quem ia para um ou para outro? Pior ainda que tenha havido mudanças depois de certas escolhas, privilegiando os poderosos e os amigos. O mais grave disto tudo é que este processo nunca mais irá acabar e seremos todos nós a pagar isto tudo e os que não tiverem dinheiro para pedir Justiça, se é que ela existe.

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  9. Já imaginou ficar sem as poupanças de uma vida, o pé de meia que tinha guardado para o seu futuro e da família, por causa da irresponsabilidade de uns quantos???
    Não é de limpar o sebo a estes escroques??

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  10. Lendo o seu texto, convém que façamos de conta que desconhecemos como decorrem as nomeações para os lugares ocupados na supervisão (nas 3): são nomeações políticas.
    Assentes numa base que sempre existiu (e continuará a existir): um grupo de poderosos compra um grupo de gente “altamente” qualificada (em jogadas) e apadrinhada por qualquer tubarão de um partido político qualquer. Desde sempre que os supervisores se dobraram perante os senhores do dinheiro. Governos sucessivos (PS/PSD) atuaram de forma vergonhosa na supervisão. Aliás, não há vergonha nenhuma. Porque se houvesse, mais de metade dos presidentes e conselhos diretivos/administração, responsáveis políticos e senhores de bom nome e filiação estariam presos. Mas como uma mão lava a outra e os favores pagam-se em cadeia (infelizmente não no sentido de cárcere), convém dar um ar de virgens ofendidas e falando como se nunca, mas nunca, tal vergonha passasse na casa anteriormente governada. Isso é chamar a todo um povo de estúpido. E não estão longe da verdade. A sorte dos poderosos, é a mesmo a memória do povo. Fraquinha.
    Não encarem isto como defesa para os intervenientes, pois para mim, moralmente não há defesa. Pensem apenas nas pessoas que trabalham há anos nessas áreas e são obrigadas a assistir às faltas de respeito constantes que os “barões” tem perante a lei. Feita à medida das suas vontades. Pena é que isto se vai repetir. E há sempre alguém disposto a vender-se para ocupar o lugar.
    M. Lopes

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