quarta-feira, 18 de março de 2015

Que Europa é esta?

Eu até posso compreender, embora com muita relutância, que a Europa queira vergar os gregos, para que o Centrão continue a dominar a seu belprazer o navio que nos conduzirá ao abismo. Há loucos para tudo e se a Alemanha já pariu um Hitler,  não me espanta que a Europa  seja capaz de parir muitos mais canalhas  como Schaueble e seus homólogos. 
A intolerância em relação à Grécia insere-se na estratégia de impôr o pensamento único e tem seguidores em figuras públicas que tomam a sua opinião como a única válida, principalmente quando estão em causa questões  consideradas fracturantes.
O que não consigo compreender, me repugna e revolve as tripas é que Bruxelas considere contrárias às regras da União aprovar leis que visem proteger os mais pobres e carenciados, assegurando-lhes alimentação e um teto. Isso já nem sequer é paranóia. É crime contra a Humanidade.

8 comentários:

  1. ~
    ~ ~ Sublinho e subscrevo. ~ ~
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  2. Não foi a Alemanha que pariu um Hitler, mas sim, a ÁUSTRIA.

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  3. Tem toda a razão, Ematejoca, mas vai tudo dar ao mesmo. Tal como naquele caso que todos conhecemos, só as moscas é que mudam.

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  4. A Austria pariu um pintor frustado.
    Foi a Alemanha que o transformou naquilo pelo qual se tornou famoso.

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    1. Na mouche, Fernando. Os alemães já nessa época eram bons na reciclagem

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  5. Esta guerra sem quartel é de todo incompreensível, Carlos.
    Mas era algo que, se bem se lembra, eu já tinha previsto.
    Ainda andam a mostrar a peitaça dos dois lados.
    Até quando??

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  6. Se o continente do euro souber regular-se através de poderosas políticas territoriais então a unidade monetária(o euro) servirá ao desenvolvimento da diversidade dos países,das regiões e das cidades.Mas,se ele não o conseguir fazer,então a riqueza concentrar-se-á no centro do continente enquanto que a pobreza,a exclusão e os partidos da recusa proliferarão nas periferias.
    A clareza do que está em jogo e a urgência de agir tornam este livro necessário para criar um vasto debate democrático na União.
    (in Euroland-Civiland publicado por www.crpm.org em 1998)

    "A União Monetária Europeia constituiu um erro político,uma vez que eliminou a desvalorização apesar da enorme heterogeneidade dos países da zona euro. A saída da moeda única equivaleria à entrada de uma política de delimitação em relação à chamada "globalização".Quem rejeita uma "globalização" que submete o mundo a uma lei de mercado única que força a convergência não pode querer insistir no euro,a moeda que faz isto mesmo à Europa." (Wolfgang Streeck in Tempo Comprado)

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