sexta-feira, 13 de março de 2015

O oráculo de Paulo Macedo

Paulo Macedo  foi ao Parlamento  dizer que o prazo da conclusão dos inquéritos sobre as mortes nas urgências pode variar entre os  seis  e os  18 meses.
O que ele queria dizer, no entanto, é bastante diferente. Eu traduzo:
 Se as conclusões forem favoráveis ao governo, serão divulgadas antes das eleições. Se puserem em causa a actuação do ministro, só serão divulgadas depois das  legislativas ou, se houver nisso conveniência,  só mesmo depois das presidenciais.

2 comentários:

  1. Muito esperto, o Paulo. Tem a quem sair: o Pedro.

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  2. Carlos! Não me diga que ainda acredita em contos de fadas? Arranjam sempre maneira de os resultados lhes serem sempre favoráveis. Infelizmente estes inquéritos traduzem-se sempre numa perda de tempo, de arranjar alguma roupa suja, para encardir, ainda mais, com mais mentiras (não viu como o Paulo Núncio nega a lista viaipi, mas esqueceu-se de justificar porque soaram as campainhas e foram levantados tantos processos disciplinares), e se for preciso arranja-se umas cobaias e dá-se uma indemnização para comprarem um esquife novo, e toda a impressa se cala, porque agora até já desconhecem os donos, aparece um ou outro testa de ferro, e ficamos na paz do santo Josemaria Escrivã de Ballaguer y Albas. Fiquemos com uma missa de acção de graças e este (dele) pensamento divino:”Expiação: esta é a senda que conduz à Vida”. Amém, e Bom fim de semana.

    Eles já começaram em campanha há muito tempo. Todo o OE, deste ano, já é para isso. Se reparou no mapa do Fernando Rosas, notou que há umas variáveis, a subir ,que traduzem mesmo isso. E o resto que se lixe. E já não vou entrar em pormenores para não descredibilizar tudo: Basta despedir um funcionáro e dar o serviço a terceiros, para tudo se alterar. E olhe que se Orçamentos, cabimentação, execução, transferência de verbas, entre rubricas, eu sei, e fico-me por aqui.

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