sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Não é com vinagre que se apanham moscas

O que está a acontecer neste momento na Bélgica aviva ainda mais o meu receio quanto às medidas que serão tomadas hoje pelos ministros da UE no combate ao terrorismo.
Em diversos paises europeus comecam a ser tomads medidas isoladas que nao auguram nada de bom.Já ouvi uma ministra francesa defender um Patriot Act para a Europa e Santana Lopes a admitir restrições à liberdade de circulação ( o que indicia qual será a posição do governo português).
Recuar no tratado de Schengen ou começar a limitar a liberdade de expressão de forma selectiva, como hoje admitiu o Papa Francisco ao afirmar que as críticas às religiões têm de ter limites, não significa apenas um retrocesso civilizacional. É também um sinal de fraqueza da Europa e uma vitória do terrorismo.
Que haja bom senso, cabeça fria e nervos de aço, para evitar medidas tomadas a quente, cujas consequências podem agravar o momento terrível que a Europa está a atravessar.

4 comentários:

  1. Quando se começa a querer legislar o bom gosto vamos por muito mau e perigoso caminho, Carlos.
    Quem não gostar, não compra, não vê.
    Andou mal o Papa Francisco, estão a andar muito mal os líderes europeus.
    Aquele abraço, votos de bfds

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  2. ... até há terroristas que nunca leram o Corão

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  3. Nunca medidas avulsas deram resultado.

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  4. Carlos, no geral até pode ter razão, mas também não podemos ser anjinhos e fingir que não se passou nada ou fazer como o avestruz e enfiar a cabeça debaixo da areia. Lá diz o ditado: «Em casa roubada, trancas à porta».

    Goste-se ou não, alguma coisa terá de ser feita, embora concordo que não deva ser feita a quente e precipitadamente. Mas se tiver que voltar a parar na fronteira terrestre em Espanha como antes de 1992, para mostrar o BI ou CC em nome da segurança, então que seja. Se tiver que mostrar o mesmo BI ou CC dentro de qualquer aeroporto europeu, se tiver que perder uma eternidade de tempo num controlo de segurança em qualquer aeroporto europeu, então que seja. A minha segurança e a de muitos outros valem esses sacrifícios.

    Tendo em conta isto faço minhas as palavras do Fernando Madrinha na última edição do Expresso que passo a citar: «Ameaças crescentes implicarão crescentes medidas de segurança que, por sua vez representarão limitações crescentes, não só à liberdade de informação, como a outras liberdade e direitos que tínhamos por adquiridos. E com isto a Europa está condenada a viver doravante».

    Uma coisa é vivermos no mundo que idealizamos. Outra bem diferente, é vivermos no mundo como ele é. Ninguém gosta destas coisas, mas se calhar não há outra hipótese em nome de um bem comum como é a segurança de todos nós.

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