quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Escorpiões de ouro



Tempos houve em que o CR atribuía os prémios  Escorpião de Ouro a personagens que , ao longo do ano, se distinguiam pelas suas cretinices. 
Para os leitores que desconheciam esse grande evento, sugiro que consultem aqui e aqui as listas dos vencedores em 2011, último ano em que tive capacidade financeira para atribuir os prémios.
Este ano, graças à recuperação de 20% do salário que este governo roubou aos funcionários públicos espero conseguir atribuir algumas  estatuetas referentes a 2014.
A primeira vai para “A Badalhoca do Ano”.
Havia três fortíssimas candidatas a receber o prémio: Maria Luís Albuquerque pela forma despudorada como  nos roubou, Teresa Leal Coelho pelas alarvidades palavrosas com que nos brindou e Paula Teixeira da Cruz pela forma cobardolas como  governou.
No último dia do prazo para as votações as três candidatas estavam empatadas e coube-me a mim, como presidente do júri, exercer a prerrogativa do voto de qualidade. Não foi uma escolha fácil e estava muito indeciso. Apesar daquela bandalheira do Citius e da forma desavergonhada como culpou funcionários e os despediu ilegalmente ( como mais tarde se viria a provar) a ministra da justiça já era uma forte candidata ao galardão, pela sua cobardia e falta de estofo moral. Felizmente, Paula Teixeira da Cruz  ( Vencedora do Prémio Marretas em 2011 ex-aequo com Marinho e Pinto) foi à AR e ajudou-me a tomar uma decisão.
No momento em que garantiu aos deputados que “nunca varreu as responsabilidades para debaixo do tapete”, deixei de ter dúvidas. Uma gaja que  nem sequer consegue varrer o lixo, merece indiscutivelmente o prémio Escorpião de Ouro destinado a galardoar a Badalhoca do Ano.
Teresa Leal Coelho e Marilú que me perdoem. Sei que também são umas grandes badalhocas, mas nunca tiveram coragem de o assumir. Optei, pois, por premiar quem teve a coragem de confessar perante o povo português o seu pecado, embora continue a não assumir as suas responsabilidades, demitindo-se de um cargo que tem desempenhado de forma muito suja.

6 comentários:

  1. Muito bem atribuído, o prémio.
    Quanto às 'vencidas', não deverão ter oportunidade num futuro próximo.

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  2. Desculpe-me o desabafo sobre o que ouvi agora: Dividir para reinar é a lei desta canalha. Então não que o secretário de Estado dos Transportes garantiu que no caderno de encargos aprovado hoje sobre a privatização da TAP, ficou garantido que não haverá despedimento colectivo para os trabalhadores representados pelos sindicatos que renunciaram à greve. Os outros 60% que não desistiram, vão ficar ao Deus dará? Será possível acontecer uma coisa assim? Eu já nem consigo acreditar no que oiço.

    Quanto às badalhocas eu também só hesitaria em relação à marilú. A teresa é uma badalhoca que nem o epíteto merece. É insignificante. As outras duas deviam ficar ex-
    aequo, porque a Marilú consegue ser mais cínica. Morde pela calada e faz mal a toda a gente. A outra é uma porcalhota doida que não sabe o que anda a fazer e tenta lavar as mãos com Pilatos. Ficou afectada desde que perdeu um filho sem esperar, um marido rico e doente que a trocou por uma jovem interesseira, ainda não se recompôs, nem retirou o luto. Devia estar em casa e não a trabalhar para a firma de advogados que a suporta.

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  3. Concordo que não deve ter sido nada fácil. Nada te impede, porém, de atribuir um prémio numa outra categoria. às duas vencidas. Acho eu e elas merecem.

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  4. Tão doido, Carlos!! Mas tão cheio de razão!.... Concordo com a atribuição do 1º lugar...

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  5. Um prémio aos/às assumidos/assumidas, portanto :))

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  6. Prémio muito bem atribuído, mas sugeria, se me permite, uma menção honrosa para as outras duas badalhocas: o verme de prata para a Mariazinha Albuquerque e o ténia de bronze para a Terezinha Coelho. Que ninguém seja esquecido.

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