terça-feira, 9 de dezembro de 2014

The Bodyguard

Poiares Maduro conseguiu os seus intentos. Despediu Alberto da Ponte, com quem entrara em rota de colisão desde que tomou posse. O processo de despedimento revela a cobardia de Poiares Maduro, mas também a hipocrisia -  característica comum aos membros deste goveno.
Escudando-se no chumbo  de um Conselho Geral Independente, que é um pau mandado do governo, Maduro comportou-se como um puto que foge às suas responsabilidades às responsabilidades, mas tentou "dar a volta ao texto" dizendo que se limitou a cumprir os estatutos.
Um ministro que não  assume os seus actos é um cobarde. Um ministro que  invoca a democracia para camuflar a cobardia é um canalha.
Nunca considerei Alberto da Ponte uma boa escolha para a RTP. Defendi, mesmo, que devia ter-se demitido quando o governo  alterou os estatutos da empresa e criou o CGI, cuja principal função é servir de guarda-costas às decisões do governo. O meu pouco apreço por Alberto da Ponte não me impede, porém, de colocar algumas  questões:
1-Ao comprar os direitos de transmissão da Liga dos Campeões, a RTP cumpriu, ou não, o seu dever de defender o interesse público? 
O próprio governo reconheceu que sim, ao incluir a Liga dos Campeões nos eventos de interesse público de âmbito desportivo.

2- A ERC (Entidade Reguladora) emitiu um parecer dando razão à administração da RTP, onde acusa o CGI de usurpar as suas funções. Qual a validade deste parecer para o governo?
Nenhum. A ERC só serve ao governo quando está de acordo com as suas regras e opiniões. Se lhe colocar  entraves, ignora-o e recorre ao Bodyguard CGI, simples mandante das orientações do governo  

3-O director da ERC deveria colocar o lugar à disposição?
Pelo menos deveria esclarecer a opinião pública, denunciando a ingerência do governo nas opções editorias da RTP, escudado em decisões e pareceres do CGI.

4- Por que razão o governo não destituiu a actual administração, quando nomeou o CGI?
Porque isso obrigaria o governo a pagar indemnizações.


5- A demissão de Alberto da Ponte foi apenas motivada pela embirração de Poiares Maduro?
Não. Faz parte de uma estratégia do governo para desmantelar e descredibilizar a empresa junto da opinião pública e, em simultâneo, conceder aos operadores privados, os negócios mais apetecíveis, em detrimento do interesse público. Alcançados esses objectivos, será mais fácil desmantelar a RTP e vendê-la a pataco a uns amigalhaços. Com a prestimosa colaboração do Bodyguard CGI, obviamente.

3 comentários:

  1. Manigâncias em cima de manigâncias - este "governo" é exímio em trapaças e manigâncias.... Quanto ao Poiares Maduro é apenas nome de vinho barato....

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  2. Carlosamigo

    Já nada me espanta sobre as trapaças deste(des)Governo. Concordo contigo 2.897.643%... O ministro Poias é cobarde, canalha, trapalhão, fura-vidas e etc. Quando abre a barba, ops, boca entra varejeira e sai merda ao mesmo tempo. Estamos fo...rinicados! E ainda por cima - pagamos!...

    Abç

    E agora uma pergunta que afinal são duas:
    1) Como é que fazes para riscar uma palavra? Por exemplo bodyguard...
    2) Já começas a divulgar urbi et orbi o meu livro?


    Abç

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  3. Poiares Maduro podia ter ficado quietinho na sua condição de (bom) académico.
    Esticou-se, borrou a pintura

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