segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Peru pouco auspicioso


Foto JN/ Enrique Castro Mendivil/ Reuters


É verdade  que na cimeira do clima realizada no Peru se alcançaram consensos. Mas do consenso à tomada de medidas vitais para refrear o aquecimento global, vai uma enorme distância.  O que aconteceu foi, apenas, adiar por mais um ano decisões concretas, nomeadamente no corte de emissões de CO 2, ou na aprovação de um documento que substitua o Protocolo de Quioto.
Apenas se conseguiu  um rol de intenções que se arrasta há mais de duas décadas e, invariavelmente, redundam em fracasso.
Mal, também, andou a Greenpeace. Os seus protestos foram longe demais, provocando danos irreparáveis numa região que é Património Cultural da Humanidade. 
Pedir desculpas - ainda por cima de forma mais ou menos leviana - não os exime às responsabilidades por um atentado que deveria ter sido evitado e não se pode repetir, sob pena de apenas contribuir para o crescente descrédito da organização.

3 comentários:

  1. Lamentáveis e muito os danos provocados pela Grenpeace nas Linhas de Nasca que, por sinal, já visitei e que são de facto impressionantes e que continuam a ser um mistério não desvendado. Quanto à cimeira sobre o clima confesso que é assunto a que não tenho dado a atenção que, indubitavelmente, merece. Se, como tu escreves, se ficaram por intenções para não concretizar, é muito mais lamentável ainda, pois planeta Terra há só um e dele depende a sobrevivência da humanidade.

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  2. Tinha um sócio que era muito barrigudo.
    E que costumava dizer, na hora de saldar contas, empurro-os com a barriga.
    Lembrei-me dele a propósito deste acordo alcançado em Lima.

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  3. Chegou-se a algum acordo em Lima? Não dei por isso mas, sei lá, deve ser por causa da minha distração em relação a tudo o que cheira a faz de conta.
    Não é a primeira vez que a Greenpeace provoca danos. Green, talvez. Peace, desconfio.

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