terça-feira, 7 de outubro de 2014

Paciência de chinês



Durante uma semana o movimento pró-democracia encheu as ruas centrais de Hong Kong, reclamando mais democracia e a demissão do governador. Era uma semana atípica com dois feriados e uma  sexta-feira a convidar a uma "ponte". O executivo foi encanado a perna à rã. Talvez os manifestantes se cansassem.
 Não cansaram.
Na quinta-feira o governo deu um sinal de que a paciência podia esgotar-se mas, com algum esforço, impediu que a violência se instalasse nas ruas.
Domingo emitiu um comunicado. Para os manifestantes e para o mundo: "Acabou-se o recreio. Segunda-feira é dia de trabalho e têm de sair das ruas. Um dia destes nós conversamos convosco".
E assim a vida está  (quase) a regressar à normalidade: as pessoas saíram das ruas e os americanos  deixaram de enviar mensagens de apoio ao movimento pró-democracia
Antes de enfrentar uma nova descida da contestação às ruas, o governador de HK vai explicar aos estudantes até onde Pequim está disposta a ceder. Será muito pouco, mas sempre mais do que os ingleses cederam ao povo de HK. 
Ambas as partes ficarão satisfeitas. Pequim porque apaziguou os manifestantes e estes por terem conseguido uma pequena vitória com o sucesso das suas reivindicações. Em 2017 irão eleger um dos  candidatos que Pequim lhes apresentar no menu. Bem melhor, do que ter de engolir o governador que Londres lhes impunha. 

4 comentários:

  1. Concordo contigo, amigo.

    Mas a certa altura tive receio de algo semelhante à barbaridade de Tianemen....

    Fica bem

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  2. Devagar, devagar se vai ao longe.

    beijinho amigo Carlos


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  3. Um povo obediente e educado ,se fosse aqui estaria todos ainda a depredar ...

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  4. Há mais que isso, Carlos.
    Muito mais, ouso dizer.
    E hoje escrevi sobre o assunto.
    Estes movimentos ainda vão dar que falar no futuro.

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