quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Com António Costa no Parque das Conchas


O Parque das Conchas  já foi um dos mais aprazíveis espaços de lazer de Lisboa

Assisti com alegria e prazer à recuperação das Quintas das Conchas e dos Lilazes, um enorme pulmão verde  na cidade de Lisboa.
Durante muito tempo fui utente diário daquele espaço logo pela manhã e, muitas vezes, ao final da tarde.
Hoje em dia, as visitas são cada vez mais escassas. O espaço está quase ao abandono, apesar de continuar a ser frequentado por milhares de lisboetas. O relvado está em mau estado, a  zona mais alta desmazelada, as "cascatas" secas e nos canteiros as plantas morrem (aparentemente) por falta de rega adequada.
Já elogiei diversas vezes o trabalho de António Costa na frente ribeirinha, aplaudi a sua decisão no Marquês e Av. da Liberdade, a recuperação da Mouraria e muitas outras coisas que o seu excutivo tem feito de bom por Lisboa.
Hoje, lamento, mas não posso deixar de criticar o abandono  a que parece estar votado o Parque das Conchas. Não chega fazer lá uns concertos ao final da tarde e umas sessões de cinema ao ar livre para animar a malta.. Aquele pulmão de Lisboa precisa - e merece- ser tratado com desvelo para se  manter com a vivacidade que lhe conheci depois da recuperação.
Eu sei que os lisboetas têm uma boa quota parte de responsabilidade na deterioração do Parque das Conchas, porque em nada contribuem para o manter cuidado. Bem pelo contrário. Todos os dias é possível ver actos de vandalismo, porque os lisboetas ( e os portugueses em geral) não sabem cuidar dos bens públicos. 
A água já não corre por aqui
 Não recolhem lixos que fazem durante os piqueniques;
Em vez de utilizarem a agradável zona de merendas, abancam onde lhes apraz, montam a tenda e toca a dar ao dente;
Os cães fazem as suas necessidades à vontade e poucos são os humanos que se preocupam em recolher os dejectos;
Os equipamentos infantis são utilizados às vezes por adultos , aumentando assim a sua deterioração;
Já vi uma mãezinhas a limpar o rabo de uma  criança no lago dos patos!
Eu sei que não é possível ter um fiscal em cada esquina dos espaços urbanos, mas há que fazer qualquer coisa, inclusivé aplicar multas severas, suficientemente dissuasoras, para que as pessoas se habituem a respeitar o que pertence a todos. Seis meses de fiscalização atenta e implacável, com  aplicação de multas severas, sem complacência, contribuiriam para melhorar a consciência cívica dos lisboetas. Foi assim que algumas cidades pelo mundo fora  se tornaram exemplos de limpeza e educação cívica.
Se queremos Lisboa limpa e bem cuidada, onde temos prazer de viver e orgulho em mostrar aos turistas, não vamos lá com editais. É preciso recorrer a medidas mais drásticas.


9 comentários:

  1. Gosto imenso deste parque e vou lá muitas vezes com os meus netos...mas o Carlos tem toda a razão!
    E eu ainda estou mais desiludida na área da oferta de salas de JI em número suficiente para acolher as crianças que fazem os três anos!
    Pelo menos aqui nesta zona...

    Rosa dos Ventos

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  2. Excelente lição de civismo e cidadania!...

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    1. Com multas severas, sem complacência ? E se fosse com acompanhamentos cívicos por aqueles que o governo está a formar com cursos de estucador e pintor da construção civil. Não sei se me faço entender.
      D'Albano

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    2. Multas severas para os casos de vandalismo, sim! A maioria das pessoas não aprendeu a respeitar as regras cívicas de conservação dos espaços públicos e só conhece a lei da imposição.

      Para a reparação e manutenção dos mesmos espaços de lazer, se houvessem cursos de estucadores para o sector da construção, tenho quase a certeza que os formandos se negariam a comparecer alegando que o local de 'formação' ficava muito distante da sua zona de residência.
      Não sei se me fiz entender!

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    3. * Houvesse...:(

      :)

      Janita

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  3. Infelizmente, os portugueses em geral só conseguem ter comportamentos cívicos se lhes forem " ao bolso".

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  4. Que bonito parece ser esse Parque, vou ter que ir ao Google para saber onde fica.
    xx

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  5. É quase crime estragar estes espaços ou votá-los ao abandono, Carlos.
    Quando isso acontece, porque sou desconfiado, fico a pensar que outros motivos mais rasteiros se levantam.

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