segunda-feira, 23 de junho de 2014

Se alguém desse uma Tecnoforma ao Seguro..

Já perdi a conta aos argumentos invocados  por Seguro para  reivindicar  a sua legitimidade de secretário -geral e justificar a recusa de realização de um congresso  extraordinário. No entanto, apesar de já  ter ouvido. quase todos os que constam do cardápio, ainda não ouvi o verdadeiro. E esse é: Medo! Miúfa! Cagaço!
Seguro e o seu círculo sabem que nem o  PS, nem o país, estão com ele. Sabe que ir a votos significa uma derrota e, acima de tudo, o desemprego. Que iria fazer Seguro sem a política?
Não sou militante socialista, mas o PS sei- como sabe qualquer pessoa de direita ou de esquerda, minimamente inteligente- que o país precisa de um PS forte. Que tenha  ideias e propostas alternativas. O problema do PS é estar neste momento a discutir muito as caras e ter esquecido o debate de ideias. 
 Claro que Seguro tem contribuído muito para isso. Desde que chegou ao poder, apenas tem enfraquecido o partido e já deu provas irrefutáveis de que prefere destruir o PS e marimbar-se para o país, a ir a votos no próprio partido.
Seguro tem sido amorfo ao longo destes três anos mas, curiosamente, deitou as garras de fora e encarniçou-se quando se tratou de dar luta a um camarada de partido.
O espectáculo triste a que temos assistido apenas confirma a falta de carácter de Seguro, que já tinha sido bem perceptível, aliás, na noite eleitoral de 5 de Junho de 2011.
Até aqui tinha pena de Seguro. Percebia a sua mágoa por ter sido traído pelo amigo de sempre, Passos Coelho.Compreendia a inferioridade de Seguro face ao amigo, por nunca ter tido um padrinho que lhe oferecesse uma empresa onde pudesse delapidar fundos europeus, para alargar a sua esfera de influência. Compreendia tudo isso e até que o sucessor de Seguro no partido se condoesse do homem e lhe arranjasse um lugarzito jeitoso, para o compensar desta travessia do deserto. Apesar de não ter evitado o naufrágio e ter mesmo contribuído para afundar o PS, Seguro merecia um agradecimento do partido.
Hoje, o que sinto por Seguro já não é pena. É desprezo. Esse é o único sentimento que se pode ter por  um homem que foi indigno na hora da derrota de Sócrates e sempre procurou apagar o passado do PS ( apesar de muitos erros, o governo de Sócrates trouxe mais igualdade ao país e um desenvolvimento que devia orgulhar todos os socialistas).
Seguro põe os seus interesses pessoais acima dos interesses do país. Sabe que a única forma de chegar ao poder é como muleta de Coelho e, aparentemente, isso chega-lhe. Mas não é suficiente para os portugueses que, apesar de tudo, preferem o original do PSD, a uma cópia rasca cor de rosa. Seguro nunca será primeiro-ministro mas nem ele, nem ninguém à sua volta, parece ter percebido.

4 comentários:

  1. Seguro é uma desgraça!

    Desgraça maior , para o país, estar à frente do PS e , para se segurar no Poder, não se importar de esfrangalhar ambos.

    Como é possível exigir eleições no país e recusá-las no seu partido?!

    Porém, não entendo como é que um Partido aprova Estatutos impeditivos de demitir o Secretário-Geral!!

    Se esta criatura abjecta continuar com Secretário-Geral, não votarei PS, de certeza..Porque, afinal, é igual a Passos!!

    Boa semana, amigo

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    1. Sempre votei PS, mesmo apesar de AJSeguro. Mais com este, definitivamente NÃO!

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  2. Mais uma vez estou de acordo com o comentário , quer do texto quer da São.
    ASJ , faz-me lembrar aqueles bois mansos que nas touradas rapam as patas no chão e depois investem sem porte nem dignidade ...e falo assim , eu que odeio touradas.
    M.A.A.

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