terça-feira, 6 de maio de 2014

Casting para o papel de Miguel de Vasconcelos



Paulo Portas anda eufórico com as comemorações do novo 1640. Só que terá esquecido um pequeno pormenor: não há 1640 sem um Miguel de Vasconcelos...
Urge, pois, encontrar um traidor adequado para defenestrar no dia 17 de Maio. Avisado e astuto, como qualquer vigarista que se preze, Passos Coelho já veio demarcar-se dos festejos, ao declarar que a saída da troika não se pode comparar com 1640 . Não podemos por isso contar com o pm para desempenhar o papel que tão bem poderia desempenhar.
Paulo Portas alega o facto de ser o organizador da festa para não poder vestir a pele do energúmeno traidor.
Marilú, responsável pela dose de austeridade assassina, alega que o papel não pode ser representado por uma mulher. No entanto, não querendo estragar a festa, encarregou um dos seus secretários de estado de organizar um briefing secreto com alguma comunicação social, para sugerir o nome de Vítor Gaspar. Infelizmente com esse também não podemos contar, porque já pediu protecção ao FMI.
Cavaco Silva seria uma solução consensual, mesmo no seio da coligação, mas o PR, não tendo qualquer desculpa para invocar, decidiu acompanhar a Maria  na sua viagem turística à China, esquivando-se assim a desempenhar um papel que lhe assentava como uma luva.
O mais provável, pois, é que não haja festejos no dia 17 de Maio, por falta de comparência de Miguel de Vasconcelos.A troika continua por cá a mandar no governo e a esmifrar os portugueses, passando no entanto à clandestinidade. O importante é manter os portugueses iludidos, na crença de que a troika se foi embora e Portugal recuperou a sua soberania.

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