segunda-feira, 12 de maio de 2014

Broncas na Universidade

Teresa Leal Coelho


O PSD adora Universidades de fim de semana. Seja porque os seus militantes não as frequentam com grande assiduidade ( preferem os créditos e as equivalências) ou porque só para lá entram por volta dos quarenta, o PSD organiza Universidades por dá cá aquela palha. Depois das Universidades de Verão, chegou a vez da Universidade da Primavera a que decidiram chamar Universidade Política.
Para abrilhantar estes cursos relâmpago (cujos únicos objectivos são dar créditos políticos a quem os frequenta e tempo de antena aos oradores) o PSD convida personalidades mais ou menos mediáticas que têm por função gerar soundbytes. 
Na Universidade Política que decorreu durante o fim de semana, Teresa Leal Coelho resolveu fazer uma gracinha e ao apresentar o orador Mota Pinto- depois de enaltecer as suas qualidades- asseverou que a única nódoa no seu curriculum era ter sido juiz do tribunal Constitucional.
No final, interpelada pelos jornalistas, disse que se tinha tratado de uma brincadeira e não se apercebera da presença de jornalistas na sala. Os jornalistas fizeram questão de sublinhar esse desconhecimento e  assim branquear a tirada da deputada laranja. Muitos terão engolido a desculpa mas eu- como sempre desconfiado - ainda me lembro desta advertência da deputada Teresa Bronca, digo, Leal Coelho aos deputados e não acredito na narrativa.
Teresa Leal Coelho, amásia de Vale e Azevedo, (ela era só sócia do ex-presidente do Benfica, estava a brincar) sabia muito bem que havia jornalistas na sala e pretendeu que a sua frase fosse replicada na comunicação social. 
Já na véspera, Marcelo tecera críticas galhofeiras e soezes sobre Seguro que arrancaram fortes gargalhadas dos labregos estudantes presentes. No final, disse que esperava  que as suas palavras sobre Seguro não tivessem sido gravadas, sabendo perfeitamente que as câmaras estavam ligadas.
 Deixar cair umas farpas como se estivessem a falar em privado, mas esperando que sejam replicadas pela comunicação social, faz parte de uma nova estratégia de marketing da dupla Maduro/Lomba. Pelos vistos, com sucesso garantido.

8 comentários:

  1. Bem visto, meu caro. Em matéria de propaganda e aldrabice são imbatíveis.

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  2. Isto faz-me lembrar aquelas pessoas que dizem o que lhes apetece sobre alguém com responsabilidades de chefia e depois, afirmam que foi só um desabafo mas que não fica em ata... Escusado será dizer, que os "lacaios" do chefe estão pior lá...

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  3. Esta senhora ( ? ) é toda ela BRONCA ...
    Bem me parecia que teve más companhias...
    Não entendo aquele cachecol , até em dias quentes...mas a saia sempre curta...
    M.A.A.

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  4. ~ Muito bem observado, comentado e sublinhado,
    ~ Com a qualidade do precedente.

    ~ Não poderia faltar dinheiro comunitário para formar a JSD.

    ~ Astúcias, embustes, truques, ou seja, artimanhas de falhados.

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  5. O dito pelo não dito, desculpas esfarrapadas, afirmando que vivemos em democracia e liberdade de expressão!
    Vivemos sim num mundo de mentiras, traições e abutres isso sim.

    Beijinho e uma flor

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  6. Estes fulanos são NOJENTOS!! E a comunicação social não deixa de os levar ao colo!!

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  7. Paulo Mota Pinto foi meu colega de curso.
    Se há alguma coisa de extraordinariamente relevante no seu currículo é o facto de ter sido juiz do Constitucional.
    Mais a mais, com a idade com que o foi (o mais novo na história do Tribunal??)

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  8. A bronquice desta tropilha,foi ontem,segunda-feira,cabalmente ilustrada,pelas duas alimárias,que dão a cara na campanha eleitoral a favor da lista do Estado Novo Renovado,nas Caves da Murganheira,na Cidade de Lamego.Paulo Rangel e Nuno Melo,como se de dois borrachões se tratasse,beberam espumante pelo gargalo da garrafa, por ambos partilhada,à semelhança dos carroceiros em finais do século XIX,em tabernas e barracas de comes e bebes em dias de feira e romarias.Esta gente,ao prestar-se a estes números de populismo bacoco e bolorento,nada mais faz do que nos tratar como um Povo de trogloditas,que, ao vermos as imagens das encenações patéticas que só ridicularizam quem as leva a palco e os define no que a credibilidade diz respeito,ficamos todos felizes e contentes porquanto a identificação entre partes é automática.Tristes Palermas!(...)

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