terça-feira, 29 de abril de 2014

Habemus Sanctum

Foto JSF


No último domingo a Igreja elevou dois Papas à condição de santos. Sempre tive muitas reticências em relação a João Paulo II, grande amigo dos ditadores sul americanos  (com Pinochet na foto)  e um entusiasta das políticas neo-liberais cuja ideologia promoveu  pelo mundo inteiro em mascarados actos de Fé, praticados em viagens pastorais. 
Também  fiquei  perplexo  quando soube  que João Paulo II e João XXIII seriam  canonizados no mesmo dia.  Além disso,  sabendo que o processo de canonização  é habitualmente moroso, estranhei a celeridade  com que se desenrolou a  santificação do papa polaco. Teria a crise chegado ao Vaticano e obrigado Francisco a poupar uns trocos? Nada disso...
Mais atento e certeiro do que eu, José Goulão explica as razões aqui

3 comentários:

  1. Não domino de todo a área da santidade...não acredito em milagres!

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  2. Foi também João Paulo II, que verbalizava uma profunda admiração por Salazar e pelo trabalho sério e empenhado que estava a fazer em Portugal nas finanças no tempo da ditadura. Gostei de ler a entrevista de D. Manuel Martins na revista do expresso de 18/04 em que referiu precisamente este homem de facetas antagónicas...Espero que o papa Francisco consiga fazer da Igreja um projecto mais pragmático e terreno, que fale para as pessoas e com as pessoas. Que acredite verdadeiramente no humanismo na sua mais profunda génese. Se a Igreja não se humanizar será progressivamente esquecida. Morrerá sem rebentos. A Igreja não pode coexistir com politicas fascistas de qualquer espécie apelando aos pobres no discurso e aplicando a lei do frei tomás no seu interior.

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  3. Leia as crónicas de Anselmo Borges e Frei Bento Domingues, Carlos.
    Este processo de canonização foi algo complicado de gerir para o próprio Francisco.

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