quarta-feira, 9 de abril de 2014

Então não é que o Paraíso existe?



Montenegro, Nuno Melo, Rangel, Coelho e não tardará muito também Paulo Portas, continuam a insistir que estamos muito melhor do que em 2011. Mas não só... garantem que o futuro radioso que nos conduzirá ao Paraíso está ali ao virar da esquina, se os portugueses confiarem neles. 
Este grupo de impostores que nos roubaram e querem continuar a roubar até terem a garantia de que a Europa dos trastes os recompensará com altos cargos internacionais, insiste na mentira porque sabe que os portugueses, cada vez mais desinteressados da política, não querem saber de notícias para nada. Cinco minutos de Telejornal por dia e é um pau, porque para saber más notícias mais vale viver na ignorância. E assim lá vai o portuga, cantando e rindo. Para não se chatear, em dia de eleições vai para a praia, ou votar outra vez nos mesmos, porque pensar dá um trabalho do caraças e trocar o clube partidário onde sempre se votou, é tão indigno como mudar de clube da bola.
O tuga faz como a avestruz. Esconde a cabeça na areia e espera que o tempo passe. Por isso é que lhe passa ao lado a notícia de que nos próximos cinco anos continuaremos  no top dos países com maior taxa de desemprego.
Também por estarmos muito melhor do que em 2011 e o futuro ser de esperança, é que o FMI prevê que  em 2019 - no que concerne a riqueza média por habitante- seremos ultrapassados não só pelos europeus Estónia e Lituânia, mas também por outros colossos do desenvolvimento como o Gabão e Timor Leste.
É este o Paraíso que a escumalha nos promete. E, a avaliar pelas sondagens, os portugueses gostam. Tenham bom proveito!

3 comentários:

  1. Pensar custa tanto, dá tanto trabalho e mesmo aqueles que ainda acreditam na importância desta "arte" ao alcance de todos, haja vontade, são tidos como gente que não tem mais nada de interessante para fazer.
    Vou experimentar não pensar e vou ali à esquina da casa ver se lá está o paraíso a aguardar a minha chegada!!!

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  2. Há muito português sem cabeça.É um facto.

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  3. "trocar o clube partidário onde sempre se votou, é tão indigno como mudar de clube da bola."

    Lá vou citar um tio meu, Carlos - "sou, e serei sempre, comunista e do Benfica."
    Não se deve agredir um tio, não é?

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