segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De Kiev a Caracas ( com stop over em Lisboa)- 1




Kiev, sábado, 22 de Fevereiro, 10 horas da manhã ( hora local)

Três meses depois de iniciarem a luta, os ucranianos conseguiram o seu objectivo: o derrube de um governo corrupto. Fim da história? Nem por isso...
Os ucranianos conseguiram derrubar Ianukovich mas não é certo que tenham garantido o regresso à democracia.  Na praça Maiden havia manifestantes  fortemente armados ( palpitem lá por quem...) que exibiam símbolos nazis.
A extrema-direita  é hábil a aproveitar os movimentos populares.
Ianukovich é um títere, mas é bom não esquecer  que foi democraticamente eleito pelo que, seguindo a teoria da pandilha dirigente europeia, tinha legitimidade para cumprir o seu mandato até ao fim. Só que, ao contrário das críticas que teceu às manifestações que aconteceram na Grécia, em Itália ou Espanha, a luta popular na Ucrânia  deve ser respeitada. Por isso, a UE deu um jeitinho para derrubar Ianukovich. Claro que , a Merdel, o filho da puta do paraplégico, o capacho Barroso, a cáfila que nos governa, os cãezinhos amestrados que se estão borrifando para os seus países e os seus povos, porque só têm olhos para Bruxelas e os Oli Rehn deste mundo esqueceram, muito convenientemente, que foram os responsáveis pela  situação na Ucrânia ao obrigarem Ianukovich a aproximar-se da Rússia de Putin, depois de a UE ter recusado a ajuda financeira que a Ucrânia precisava para evitar a bancarrota.
Pode ser que dentro de alguns meses esteja aqui a escrever sobre a guerra civil na Ucrânia e a divisão do país em dois. Nessa altura, os lideres europeus lamentarão a guerra, chorarão lágrimas hipócritas e a Alemanha e França aproveitarão para vender armas a uma das facções.
Era há muito perceptível que a crise ucraniana- que não começou há três meses, mas sim há anos!- poderia degenerar e tornar-se incontrolável. Os líderes europeus varreram o problema para debaixo do tapete e foram contar os tostões para Bruxelas, para saber quem é que devia a quem e como punir os devedores. 
De erro em erro, a Europa vai-se desmoronando mas esta direita que decide os seus destinos a partir de Berlim, só vai perceber os erros que cometeu quando, em Maio,  vir os resultados obtidos pela  extrema-direita nas eleições  europeias.
Temo é que, mesmo assim, não aprenda a lição!...
Próxima paragem: Caracas

4 comentários:

  1. A Europa deixou de aprender o que quer que seja ... cada vez está mais esquecida e mais ignorante!

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  2. Se me permites, assino por baixo contigo.

    Lamento é as populações apanhadas entre fogos cruzados de interesses que nada se importam com elas!!

    Só acrescento uma coisa: irrita-me seriamente que a Esquerda se divida cada vez mais e nem ela sequer consiga entender o que está a acontecer na Europa, especialmente quando a extrema-direita europeia está estreitamente ligada à extrema-direita sionista/religiosa de Israel.

    Amigo, fica bem....e voltarei quando o meu computador regressar de tratamentos clínicos, rrss

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  3. Não me augura nada de bom a situação na Ucrânia; e a extrema direita está cada vez mais a perder o medo...

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  4. Derrubar um ditador para colocar outro no seu lugar?
    Será esse o desfecho?
    Com russos e americanos/europeus no tabuleiro, tudo pode acontecer.

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