segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A crise política regressa no próximo Verão?

Quem anda a dizer que Coelho pode bater com a porta se o Tribunal Constitucional chumbar algumas das medidas de austeridade do OE 2014, ou não conhece o PM, ou está a exercer pressão sobre o TC, ou a tentar intimidar os portugueses.
Parece-me um cenário muito pouco provável.
No entanto, lá para o Verão, o cenário de demissão do governo parece-me mais plausivel Não por vontade de Cavaco, mas sim por estratégia do governo.
Se não tiver uma derrota esmagadora nas europeias e evitar um segundo resgate, PPC será tentado a criar uma crise política. Demite-se para provocar eleições antecipadas, aproveitando o clima de optimismo que não deixará de se instalar entre os portugueses, aliviados com a saída da troika e crentes de que a austeridade terminou. (O Verão é sempre propício a devaneios)
Durante a campanha eleitoral, PPC e PP tentarão criar nos eleitores a ideia de que se o PS for governo vai estragar o que eles fizeram e Portugal terá de pedir novo resgate. Este argumento só produzirá efeito se for utilizado logo após a saída da troika. Em 2015, já os portugueses terão percebido que o fim do programa de assistência nada mudou nas suas vidas e que o governo continua com austeridade severa e a destruir o país, alegando a necessidade de consolidar as contas. 
O Verão de 2014 será, por isso, o momento ideal para provocar eleições. O governo poderá  alegar que a nova fase do país justifica que o OE 2015 seja legitimado pelo voto popular. Lá virá, uma vez mais, a história do novo ciclo, blá, blá blá...


5 comentários:

  1. Se acontecer a tua previsão e o povo português votar em maioria no PSD, então merece tudo e muitíssimo mais!!

    Boa semana, meu amigo

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  2. Olá,
    Quem pôs essa hipótese, a inicial que abre o seu post, foi Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário, ontem, na TVi. Como picamiolos, está sempre bem.
    O que me assusta, e acho que a muita gente, é apercebermo-nos que a maioria das decisões políticas é feita a esmo, sem enquadramento, sem articulação, ao sabor das estações do ano. Sente-se que não há um trabalho pensado, uma planificação, nada! Assim se justifica que após dois anos, este governo não tenha conseguido estancar a hemorragia da despesa. Sacrifícios em vão!

    Boa semana, Carlos.

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  3. Só espero que os portugueses tenham a lucidez e discernimento suficientes para não caírem em mais uma das colossais mentiras desta equipa governativa. Vamos ver se desta vez, o povo luso não tem memória curta.

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  4. O PR colocou essa hipótese em cima da mesa aquando do amuo irrevogável de Portas e a saída de Gaspar!

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