quarta-feira, 29 de maio de 2013

De olhos bem fechados

Em agosto de 2011 Pedro Mota Soares, o ministro da Vespa, anunciava com pompa e circunstância um Plano de Emergência Social (PES) com o objectivo de combater a pobreza. 
Para além de um conjunto de ideias vagas, o PES assentava no assistencialismo. Determinava também que fosse retirado à ASAE o poder de fiscalização sobre as IPSS, uma medida que então caracterizei como " deixem os pobrezinhos em paz,porque qualquer coisinha serve para lhes encher a barriga".
Ainda de acordo com as promessas do ministro da Segurança Social, seria feita uma avaliação semestral do programa. Os portugueses desconhecem os resultados dessas avaliações, mas a realidade é a melhor avaliação que se pode fazer de uma medida. Ora as notícias que ultimamente têm vindo a público, realçam que actualmente há duas mil pessoas sem abrigo, a viver nas ruas de Lisboa e um estudo dos Bancos Alimentares, divulgado hoje, revela que os pobres estão cada vez mais pobres
Ou seja: o ministro da Vespa continua de olhos bem fechados e tudo aquilo que então aqui escrevi se confirma

5 comentários:

  1. o país está paralizado, o(des)governo não governa, isto está cimpletamente à deriva e quando abrem a boca só sai asneira, nem o "jovem" maduro os salva

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  2. O atual governo perdeu os seus cinco sentidos, o que é grave! Mas, mais grave ainda, é a perda de racionalidade que grassa pelo executivo e que à conta disso, vai espoliando os portugueses atentando contra a dignidade da pessoa humana.

    http://www.lavarcabecas.blogspot.pt/

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  3. E o pior de tudo é que este governo está a criar um fosso entre gerações!
    Alguns dos mais novos acusam os aposentados de os estarem a espoliar!

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  4. Estamos a caminhar e a passos largos para o 3º mundo. Realmente os pobres estão cada vez mais pobres, e os milhares que conseguiam sobreviver, estão cada vez mais apertados. Mas depois vimos estádios cheios, concertos esgotados, carros topo de gama vendidos como cerejas. É triste!

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  5. Esse é que é o verdadeiro drama, Carlos.
    Sem sombra de dúvidas, os pobres estão cada vez mais pobres.
    E não é só em Portugal.

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