terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um papa a falar português?



A renúncia de Bento XVI apanhou o mundo inteiro de surpresa mas, ao saber da notícia, a primeira coisa de que me lembrei foi do filme de Nanni Moretti "Habemus Papam" e das semelhanças entre a ficção de um filme e a realidade da amargura de um Papa. A diferença é que no filme de Nanni Moretti, o Papa eleito em conclave Michel Piccolli), não chega a tomar posse, enquanto Bento XVI assumiu o pontificado durante oito anos.
Poucas horas depois do anúncio, já se movimentam as bolsas de apostas quanto ao nome do seu sucessor e isso leva-me a recordar cenas do filme e a expressão de terror no rosto de alguns candidatos. É muito provável que essa situação ocorra no mundo real, mas pouco provável que, ao ver o filme de Moretti, muitos tenham pensado que uma situação de renúncia pudesse ocorrer.
Não dou palpites quanto à nacionalidade do futuro Papa, porque é matéria em que sou absolutamente leigo, mas gostaria de ver, pela primeira vez na História, um latino-americano a ser eleito Papa. 
Se isso acontecer, o futuro Papa falará português pois, de acordo com os especialistas, é brasileiro o único cardeal latino-americano com aspirações ao lugar. 
É a segunda vez que um Papa renuncia. Bento XVI- é importante dizê-lo- mostrou  grande dignidade ao tomar a decisão. Demonstrou clarividência e  evita a repetição de um final de pontificado doloroso, como foi o de João Paulo II. 


9 comentários:

  1. O Carlos não dá palpites quanto à nacionalidade do futuro Papa, mas dou eu - desta vez ver ser um latino-americano a ser eleito Papa.

    O Carlos sabe que eu nem sou pro América Latina, mas neste caso, acho que a igreja precisa de uma brisa fresca e, um Papa vindo de uma cultura diferente é o candidato ideal.




    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nós até temos muitas coisas em comum, o Carlos é que ainda não se apercebeu disso.

      Como o meu estado actual é mais morto do que vivo, até me esqueci de agradecer as suas palavras sobre o meu Papa, que sempre considerei de um grande intelectual, lendo com grande prazer todos os seus livros.

      Numa das suas publicações, Joseph Ratzinger chegou a escrever que, para um Papa, seria "um dever" renunciar, caso não conseguisse mais exercer as funções exigidas para o seu cargo.

      Ainda não vi este filme, mas amanhã vou buscá-lo à biblioteca, e depois dou a minha opinião.

      BOA NOITE!

      Eliminar
  2. Há muito que não sei o que a igreja vem dizendo sobre a humanidade, por isso nem posso dizer que a igreja se tem afastado dela... e não é por questão de lingua, nem sequer por razões que possam ser imputadas à origem e cultura do papa...a igreja é mais do que o seu próprio chefe.

    (pena, mas não vi o filme referido)

    ResponderEliminar
  3. De acordo, Carlos... E, também pensei no filme Habemus Papum.

    Beijinho :))

    ResponderEliminar
  4. Ou um Papa a falar francês do Quebec!

    ResponderEliminar
  5. Também sou um leigo na matéria ! Muitos palpites, muitas especulações irão estar no ar ! ...
    Creio que nisto como em tudo, "altos interesses" ligados à igreja irão prevalecer e decidir quem ! Julgo não se tratar apenas de escolher um cardeal com verdadeira vocação para o lugar !
    Penso que, nesta fase, tudo que se possa palpitar não passará de pura especulação ou meros gostos pessoais !
    .

    ResponderEliminar
  6. Uma atitude só possível de alguém vindo de uma cultura protestante. Chapeau!

    ResponderEliminar
  7. Vi no "Eixo do Mal" deste fim de semana algo que me agradou e sempre foi muito "abafado": João Paulo II não foi um bom Papa, tendo feito a Igreja (católica) regredir anos e anos.

    ResponderEliminar