quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pobres diabos


Esta terça feira de Carnaval mostrou, uma vez mais, que o governo está completamente alheado da realidade do país. Ao teimar em não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos, PPC foi mais uma vez desautorizado.
 As empresas privadas que costumavam fechar, continuaram a fazê-lo.  
As escolas, por força da pausa lectiva, estiveram encerradas.
Centenas de autarquias marimbaram-se para o PM e fecharam as portas.
O director regional de turismo da zona centro, zurziu forte e feio no governo, acusando-o de estar a asfixiar a economia local. 
As empresas públicas não fecharam, mas a maioria deu opção aos seus trabalhadores para folgarem hoje, ou escolherem um outro dia de folga. 
Os transportes públicos cumpriram os horários  de fim de semana. O metropolitano funcionou com o número de carruagens do fim de semana e com os horários desses dias.
Resumindo, apenas parte do funcionalismo público foi trabalhar. Ou melhor… fingir que trabalhava. Em vários organismos públicos ( muitos deles quase às moscas...) as pessoas apareceram mascaradas. Afiançam-me, vários amigos, que se navegou muito pela Net, se conversou bastante e os almoços duraram até às tantas.  Às cinco da tarde não havia praticamente ninguém a trabalhar.
O balanço da teimosia governamental redundou  em gastos desnecessários.  Se tivesse havido tolerância de ponto, poupar-se-ia muito em energia, água, consumíveis, etc e os funcionários não teriam recebido subsídio de refeição. Teria sido uma poupança significativa, mas o governo preferiu insistir na teimosia e mostrar "quem manda", fingindo ignorar que o dia hoje foi muito pouco produtivo e que a despesa não deu para os lucros.
Não seria muito grave, se isto não explicasse a razão de o governo estar constantemente a errar as contas e a enganar os portugueses, com a sua inépcia contabilística de mercearia rasca de bairro. Nem sequer são capazes de perceber que a sua medida autista prejudica economias locais, num período de grandes dificuldades. 

3 comentários:

  1. Fosse este um governo e não um desgoverno. Fosse a decisão ajustada a políticas aceites e mobilizadoras de uma vontade colectiva, e a decisão seria seguida.

    O problema, então, não é da decisão...

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  2. esqueceste-te de referir os membros do governo!
    eles trabalharam!

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  3. Discordo: os merceeiros das mercearias de bairro, rascas ou não, sabem fazer as contas muito melhor!

    Quanto ao resto, é o circo do costume! Quem sabe se para fazer esquecer outros mais importantes e ainda menos abonatórios para o elenco governamental? :P

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