terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Brindes


Numa altura em que o governo anunciou a injecção de 1100 milhões de euros no BANIF, vale a pena ler este artigo de Fernando Dacosta sobre o BPN. Para sabermos, pelo menos, quanto nos poderá vir a custar mais este brinde do governo ao capital financeiro.
"A SIC pôs-nos no sapatinho um desassombrado trabalho de investigação feito pelo jornalista Pedro Coelho sobre o BPN. As ondulações da quadra não lhe deram, porém, a receptividade merecida, necessitada. Numa primeira parte, o programa revelou os saques feitos àquela instituição por dirigentes seus, empresários, ex-ministros, ex-deputados; numa segunda, os saques dos governantes aos governados através de confiscos de subsídios, ordenados, pensões, direitos generalizados – por causa de tão inclassificáveis desmandos. Rui Tavares sintetiza: Oliveira Costa, director do banco, fez empréstimos a si próprio de 15 milhões; à filha Iolanda, de 3,4 milhões; ao braço-direito, Luís Caprichoso, de um milhão. Uma empresa de Duarte Lima (PSD) levantou 49 milhões; o ex-dirigente do mesmo partido Arlindo Rui, 75 milhões; Joaquim Coimbra (igualmente do PSD), 11 milhões; Almerindo Duarte, 23 milhões. No mundo do futebol, Aprígio dos Santos movimentou 140 milhões; empresa ligada a Dias Loureiro, 90 milhões – dinheiro que, por haver sido nacionalizado o BPN, os contribuintes têm de pagar. Só os juros anuais de um empréstimo de mais de 3 mil milhões atingem 200 milhões. Cerca de 500 importantes clientes recusam, entretanto, amortizar dívidas. Comissões parlamentares (duas), inquéritos policiais (20), processos judiciais (15 arguidos), não condenaram até agora ninguém. Apenas a comunicação social parece (ainda) funcionar neste reino de feudos e impunidades.A cratera do BPN ronda 7 mil milhões de euros, o dobro do corte que o governo fará em 2013"
(sublinhados meus)

13 comentários:

  1. Não há dinheiro para a saúde, para a educação, para a cultura, para nada. Só para os bancos.

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  2. Isto só a tiro, presos ainda dão despesa aos contribuintes.

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  3. Se dúvidas houvesse de que este país ensandeceu de vez, aí está a confirmação!

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  4. Ai quanto me apetece pôr aqui todas os nomes feios que conheço, e sei muitos, mas saber-me-iam sempre a pouco.

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  5. Hoje a utilização de Filhos da P* já não significa nada. Estes e outros, chamados palavrões no antigamente, perderam o seu conteúdo ao serem 'vomitados' a cada instante. Os elementos dos governos sucessivos foram já criados nesse vómito e daí lhes ser indiferente como os chamamos.

    Mas eu, que sou ainda do antes, quando se reagia ao ser-se tratado assim, ando a pedir que o passos coelho e a sua quadrilha se resolvam a caracterizar, os da minha geração,desse modo. Pode ser que, assim, consigamos reagir em bloco.

    Até quando, este roubo diário?

    Beijinho

    Laura


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  6. Esta gente lida com milhões, como nós com cêntimos. A pergunta que se impõe é: até quando?!? :P

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  7. Um banco pela cabeça abaixo é o que esta malta precisa.

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  8. A minha pergunta é: se toda a gente sabe o que se passou e continua a passar, quando começam a rolar cabeças?

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  9. À pala da crise uns pagam (nós), outros embolsam....

    Este país é um colosso!

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  10. Toma lá! Dá cá!Amanhã há mais,vamos criar mais uns umas "taxas"...

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  11. Pagamos e não bufamos! E ainda por cima levamos com todos os insultos em cima: piegas, cigarras, que vivemos acima das nossas possibilidades, que não cuidamos da nossa saúde só para gastarmos o dinheiro do SNS, etc. etc. Que povo é este?!

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  12. Esta porcaria toda revolta, Carlos!!
    Cambada de chulos e chupistas!!

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  13. Todos eles fofinhos do PSD e amigos do peito do senhor presidente...

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