terça-feira, 11 de dezembro de 2012

São rosas, senhor, são rosas!



Já tinha percebido que D. Isabel- a Jonet, não a de Aragão- era mais caridosa do que solidária, mas ela fez questão de o relembrar nesta entrevista ao jornal i.
Para D. Isabel, o importante é a caridade, porque isso da solidariedade social é uma coisa fria que tem a ver com essa chatice dos direitos adquiridos e leva muito dinheiro ao Estado.
Ficamos pois todos a saber que a D. Isabel gosta é de ter muitos pobrezinhos por quem velar, que lhe beijem as mãos agradecidos, se rojem ao chão em prantos veneratórios, gratos por tamanha indulgência. É com a miséria dos outros que ela se glorifica e espera alcançar o reino celestial. Os direitos adquiridos, a dignidade da pessoa humana, são desprezíveis construções marxistas  que ela detesta, porque a impedem de atingir a glória eterna. Ela sabe que sem a caridadezinha e sem os pobrezinhos seria insignificante. Inútil. Apenas uma Tia com saudades da Supico Pinto e do Movimento Nacional Feminino. Para a D. Jonet, o ideal seria mesmo uma guerra, para poder distribuir cigarros aos soldados, escoltada por jeeps, tanques e muitas câmaras de televisão. Para ela, quanto mais sangue e mais miséria melhor, porque esses são os alimentos que engordam a sua notoriedade.
Alguns pensarão que a D. Isabel é apenas idiota. Não se iludam! Ela é mesmo fascista e quer que todos o saibam!

13 comentários:

  1. Ainda tentei dar-lhe o benefício da dúvida, pensei que talvez não soubesse exprimir-se, afinal a máscara caiu totalmente!

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  2. esta «senhora» creio que esteve com medo de perder o tacho, mas, com a governança actual abrem-se-lhe novos horizontes para o futuro portanto está nas suas sete quintas.

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  3. eu decidi deixar de lhe dar troco, é o que ela quer, iste tipo de pessoas empolgam-se com a polémica, inebriadas de vaidade, habituam-se a ser o centro das atenções, é um circulo vicioso...

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  4. Despersonalizando a questão, estou deveras assustado com as Jonets que começam a grassar e a ostentar a teoria...

    É um bom post!
    É... boa malha!

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  5. Ilustre jornalista

    As lendas valem o que valem mas... há quem diga que o milagre das rosas aconteceu no largo do Castelo de Cinco Quinas do Sabugal.

    Podes ver um cheirinho aqui:

    http://capeiaarraiana.pt/2009/08/13/a-fala-com-jose-chapeira/

    Aquele abraço raiano,

    zécarlos

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  6. Too much ego é no que dá! O pior é que ainda há quem a queira entrevistar, para dizer bestialidades destas... :P

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  7. La Féria e Guterres ainda se arrependem, mas Durão acha-se o maior(so se for na condição de estúpido e de vira-casacas)!!

    Será que não têm remorsos esses crápulas que levaram à morte a enfermeira?!

    Isabelinha Jonet , que nunca me enganou, acha que é imperdoável o descuido dos pais e a sua falta de tempo em não darem pequeno almoço aos filhos"pois assim não podem render na escola".


    Que dirá agora acerca de se estar a dar leite de vaca e não vacinarem as crianças?!

    Portugal que tinha progredido espantosamente na baixa da mortalidade infantil, arrisca-se agora a perder tudo quanto conquistou e a comprometer todo o futuro...para nada, excepto para satisfazer as obssessões de um grupo de atrasados mentais!

    Os nazis assassinaram directa e indirectamente nome da superioridade racial, estes canalhas assassinam em nome da economia!

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  8. Carlos,
    Não me esqueço do trabalho dela nos últimos vinte e tal anos.
    Isso é o mais importante.
    O resto é conversa.

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    1. vem a Tomar que eu mostro-te o que é e como funciona e verás que não é tanto para pobres como se diz mas para expertos.Temos pena mas é assim.

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  9. Eu não me esqueço do trabalho dela mas, francamente, a mulher está a querer tornar-se numa espécie de Kamikaze do Banco Alimentar.
    De repente, parece que comeu algum coelho estragado ;)... porque quem gere uma Instituição destas, deve ter muito cuidado com opiniões pessoais e tentar, apenas, agregar vontades e não arranjar conflitos.
    Certas afirmações como poupar água ou não comer tanta carne, como sou uma pessoa preocupada com o meio ambiente, aceitei, mas esta de adoptar pobrezinhos para praticar a caridadezinha, que acaba por ser mais para uma satisfação pessoal, religião ou um acalmar da consciência, não está a enxergar que, uma sociedade para ser equilibrada, não pode tirar a dignidade às pessoas. Uma sociedade que reparte recursos, não tem nada a ver com uma sociedade onde alguns têm de aceitar esmolas de alminhas caridosas.
    Mostra que não tem empatia pelos seus semelhantes porque se ela se imaginasse pobre, podia perceber melhor a diferença entre caridade e solidariedade.
    Esta não tem desculpa, é quase ter o supremo poder nas mãos de dar ou não dar.
    Ter dito que não se podia comer bifes todos os dias, agora vejo, claramente que, os motivos dela, são muito diferentes dos meus LINK

    Bjos

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  10. Acho notável o trabalho da instituição Banco Alimentar e contribuo sempre. Não gostei que a organização tivesse conseguido proibir o uso do nome 'Banco Alimentar Animal' a uma associação animal que tentava mimar a ideia para recolher víveres para abrigos e canis. Não gostei. Burocracias de registo de marcas áparte,bla bla bla, a coisa irritou-me. Entendo que quem não é para os animais não pode ser boa pessoa. Chamem-me o que quiserem.
    Sobre D. ISabel em particular, só tenho a dizer que não vejo com bons olhos o vedetismo de quem faz caridade e espera reconhecimento por isso. É feio. Mas compreendo que uma pessoa que viva desterrada na quinta do perú se sinta aborrecida e precise de se entreter com qualquer coisa, visto que as aulas de pintura e o chá com bolinhos só ocupam (ocupavam? não sei agora...)três horas por semana :)
    O que vale é que as pessoas que precisam de recorrer ao banco alimentar sabem que não é a Isabel Jonet que lhes está a encher os sacos; o movimento ultrapassou-a há muito. Tem vida própria, e move-se à conta dos milhares de anónimos que não andam de crachá ao peito a dizer 'eu dei comida aos pobrezinhos'.

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  11. Temi por mim em Dia de Doação para Banco Alimentar uma vez que cheguei a sentir o coração empedernido.

    Refleti e tive que esquecer a personagem Jonet, os lucros dos Hipermercados e o Governo que "empocha" os respectivos impostos mesmo e sempre à custa dos pobrezinhos, para contribuir, enquanto posso, para os mais afetados pela crise que não têm que pagar pelas palavras da "caridosa" senhora.

    Abraços

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