segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O humor é uma arma


IDIOTAS! É o epíteto mais suave que encontro para rotular os apresentadores do programa de humor australiano que se fizeram passar pela rainha de Inglaterra e pelo príncipe Carlos, num telefonema para o hospital onde estava internada Kate Middleton.
Na sua profunda estupidez não lhes passou pelas cabeças ocas que, no caso de a sua tentativa ser bem sucedida, haveria, no mínimo, uma vítima que iria ser despedida por negligência.  
Admito que os apresentadores do programa não tenham pensado nisso mas, quando se dirige um programa de larga audiência, não se pode agir como crianças irresponsáveis e traquinas que se deleitam a pregar partidas. 
Como os próprios já reconheceram, pensavam que a sua tentativa não resultaria e  lhes desligassem a chamada. No entanto, quando perceberam que iriam ter êxito, em vez de se identificarem, prosseguiram na "brincadeira" inebriados com o seu sucesso e sem pensar nas possíveis consequências.
O seu gesto irreflectido provocou a morte de uma pessoa. Provavelmente, uma pessoa boa e digna que não suportou o peso de um erro involuntário, só possível porque se tratava de uma pessoa que não acreditava na maldade.
O humor infantil e idiota de dois adultos funcionou como uma arma. Mortífera e de longo alcance. Um drone  comandado  à distância, igual ao utilizado pelos americanos para matar ou atingir alvos a milhares de quilómetros. A diferença é que, neste caso, sabemos quem tripulava o avião.

5 comentários:

  1. ...e agora esses IDIOTAS, dizem-se muito contristados com a morte da enfermeira Jacintha Saldanha!
    Eu, não lhe chamaria infantilidade, mas sim estupida e lamentável forma de fazer humor.

    Deviam ser responsabilizados e pagar por isso!


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  2. Falta de profissionalismo e de educação moral de de cidadania. Uns OCOS! Hoje em dia qualquer pessoa serve para "profissional" até os IDIOTAS. Especialmente os IDIOTAS. Como no "nosso" governo!

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  3. o exito acima de tudo, sempre, não importa como alcança-lo, nem que se tenha que ceifar vidas!

    Vim aqui no PC do Rodrigo e mesmo assim bloqueou.
    Boa semana Carlos

    beijinho e uma flor

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  4. O humor de Mel Greig e Michael Christian foi sempre sem limites, daí o seu sucesso, mas até agora não tinham encontrado uma alma tão delicada como a de Jacintha Saldanha, que se mata por uma brincadeira.

    Houve muita gente que achou piada e ninguém contava, nem mesmo os comentadores, que a enfermeira levasse o caso tanto a peito, porque havia mais gente envolvida e não se mataram.

    Se eu fosse a Jacintha Saldanha não me matava de vergonha, fazia sim, uma queixa contra o Southern Cross Austereo e pedia uma boa indemnização.

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  5. Independentemente do resultado trágico, a brincadeira (????) é perfeitamente estúpida.
    Já não há nada sagrado, porra?

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