terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mortes insólitas





Todos sabemos que Salazar morreu depois de ter caído da cadeira,  que Martim Moniz terá morrido entalado numa porta do Castelo de S. Jorge, ou que D. Carlos sucumbiu aos tiros disparados por Buíça, numa altura em que os portugueses já não suportavam a Monarquia e suspiravam pela República.
Há, porém, muitos outros políticos portugueses que morreram de forma violenta ou, como escreve o autor deste livro” ridícula”, mas pouco conhecida.
É o caso, por exemplo, de Hintze Ribeiro que morreu à porta do cemitério, quando se preparava para assistir ao funeral do seu amigo Frederico Casal Ribeiro.
Mais violenta foi a morte do psiquiatra  Miguel Bombarda, implicado na preparação do  golpe de 5 de Outubro. Dois dias antes  estava  no seu consultório e preparou-se para receber um ex-doente- o tenente do exército Aparício Rebello dos Santos. Assim que entrou no consultório , disparou vários tiros à queima roupa e saiu sem pagar a conta.
Miguel Bombarda viria a ser sepultado no dia 6 de Outubro, juntamente com o seu amigo Cândido dos Reis, outra vítima da República: suicidou-se, porque pensava que a Revolução tinha falhado.
Já o primeiro-ministro António Granjo, foi morto durante a célebre “Noite Sangrenta” em que a camioneta fantasma andou a recolher vítimas.
Estes são apenas alguns dos 56 relatos feitos por Ricardo Raimundo, sobre 56 personalidades da vida portuguesa que faleceram de forma no mínimo, pouco normal.
Em “ Vidas Surpreendentes, Mortes Insólitas da História de Portugal”, Ricardo Raimundo escreve de forma muito peculiar e por vezes empolgante, sobre  o fim da vida de políticos, poetas,desportistas, investigadores e outras figuras  da sociedade portuguesa. De Martim Moniz a Joaquim Agostinho, passando pelo Papa Pedro Hispano, pela cantora Luísa Todi ou por Antero de Quental,  o autor construiu um livro onde a protagonista é a morte.  Mortes  insólitas, como a do diplomata Teixeira Sampaio, que morreu de comoção ao beijar a mão da rainha D. Amélia, violentas, inesperadas, heroicas, mas sempre ridículas…

6 comentários:


  1. São daquelas que nada têm a ver com o " ficou-se que nem um passarinho"...

    Beijo

    Laura

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  2. A morte é a coisa mais ridícula que nos acontece na vida. Gostava de poder escrever... sobre a minha

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  3. Como irão ser as mortes do Cavaco ou do Passitos? Ridículas como as suas vidas?!... (eu sei, eu sei que sou má...)

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  4. Então, El Rei D. Sebastião? Terá mesmo desaparecido, fugido ou de morte macaca, morrido?

    Desse é que ninguém diz nada...:-)

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  5. A morte por vezes é muito original...
    "Pegando" na morte de Hintze Ribeiro, já assisti a uma morte ainda mais insólita: um amigo meu, quando a urna de um amigo comum descia à terra, caíu fulminado e por pouco não resvalava também para a cova...Impressionante.

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  6. Uma ideia curiosa para um livro, sem dúvida :)))

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