quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Qual é o espanto?

Pedro Santos Guerreiro escreve hoje sobre um concurso feito à medida por João Duque
Sinceramente, não percebo a razão de tanto espanto. No Estado existe a tradição secular de concursos feitos à medida para nomear chefias ou mesmo para progressão na carreira.
Conheço, por exemplo, o caso de um director geral que anulou três concursos para um determinado lugar, até que uma sua familiar estivesse em condições de concorrer. Adivinhem quem ganhou o concurso...
Em  "Memórias de Nova Iorque e outros Ensaios", o professor João Lobo Antunes conta que se demitiu de um júri de concurso, quando percebeu que o aviso de abertura tinha sido feito à medida de determinado candidato.
As histórias sobre concursos feitos à medida é infindável e, cada vez que se alteram os critérios com o objectivo de os tornar mais transparentes, apenas se está a tentar enganar as pessoas.

3 comentários:

  1. De facto, qual é o espanto? Concursos desenhados à medida do candidato é "mato". Então, nas Câmaras Municipais, é uma autêntica "floresta". Basta dar uma olhadela nos anúncios para chegar a essa ilação.
    E é facílimo. Basta elaborar uma lista de obras para consulta com livros de que ninguém ouviu falar para que o candidato pré-escolhido, o único que já os leu, para afastar todos os restantes. O que espanta é que ainda ninguém tenha posto cobro a esta autêntica vergonha.

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  2. Nenhum! Espantar-nos-ia era se houvesse honestidade e transparência.

    Beijo

    Laura

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  3. Isto para já não falar daqueles casos em que até o nome do candidato a admitir é anunciado... ;)

    País das cunhas, dá nisto!

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